Quinta-feira, 23 de abril de 2020 - 07h08

Nos últimos dias, muito se tem
dito e escrito sobre democracia. E ai, eu pergunto: será que estamos
construindo, no Brasil, a democracia dos nossos sonhos, aquela que verdadeiramente
queremos e pela qual muitos brasileiros sacrificaram a própria vida? É possível
conciliar um projeto sério de desenvolvimento nacional com um regime carcomido
pela podridão da corrupção, evidenciada em atos e ações de políticos canalhas,
autoridades cúpidas e administradores públicos irresponsáveis, que se não pejam
em meter as mãos sujas no erário, como se ele fosse um repasto à satisfação de
seus mesquinhos privilégios? Como manter os mais elementares princípios
republicanos da honradez, quando a árvore já se revelou completamente podre?
Até quando teremos de conviver com inquietações e condutas profundamente
incompatíveis com a ática no trato da coisa pública?
Essas reflexões vêm a propósito de
vários episódios que marcaram a semana que se foi e, consequentemente, calaram
fundo no coração de muita gente. Em tempos de pandemia, o alvo preferido das
investidas tem sido os recursos da saúde, destinados ao combate do coronavírus.
A situação alcança tamanha gravidade que se já fala na criação de CPI’s para
apurar eventuais ilicitudes. E a apuração dos fatos, se houver, precisa ser
levada às ultimas consequências, doe em quem doer, atinja quem atingir, não
importa o perfil ideológico, classe social, cor, sexo ou credo. A população já
deixou claro que não aceita mais esse negócio de empurrar o lixo para debaixo
do tapete. Não foi à toa que a população saiu às ruas para pedir a prisão de um
ex-presidente da República que não soube honrar o cargo.
Não se discute a importância da
democracia como exercício da soberania, da liberdade e da igualdade social, mas
é preciso compreender que ela não se esgota na digitação do teclado da urna
eletrônica. Vai mais além, onde a corrupção, a politica do “é dando que se
recebe”, do empreguismo, do fanatismo ideológico, não têm vez. Não adiante, portanto, encher a boca para
falar de democracia, quando temos um Congresso Nacional (com as devidas
exceções) que insiste em virar as costas para a sociedade, adotando uma postura
irresponsável ao travar a tramitação de projetos que interessam não ao
presidente Bolsonaro e ao seu governo, mas à Nação, numa clara demonstração de
que não está nem ai para as necessidades do povo, quando, na verdade, deveria
nortear suas ações mediante critérios técnicos, como é sua atribuição. Em vez
disso, mistura democracia com politicagem.
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