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A procrastinação e seus efeitos na saúde mental dos colaboradores


Thereza Cristina de Moraes - Gente de Opinião
Thereza Cristina de Moraes

A procrastinação é um fenômeno global que afeta muitas pessoas. No livro Arte de fazer acontecer, o autor David Allen a define: “Procrastinar é a ação de atrasar algo, como uma tarefa, compromisso ou atividade. Isso é feito principalmente se dedicando a outras tarefas – muitas vezes, de menor importância e mais prazerosa.”  

No Brasil, é comum ouvir que somos um país que gosta de deixar as coisas para a última hora. Mas a grande questão é quando postergar se torna um problema. Segundo uma pesquisa publicada no New York Times, 20% da população mundial sofre de procrastinação crônica. Esse número é quatro vezes maior do que em 1978, quando apenas 5% das pessoas sofriam deste mal. 

Como uma ladra sorrateira, a procrastinação rouba tempo, energia e potencial. Se disfarça de preguiça ou distração, mas na verdade é uma sabotadora silenciosa que impede de alcançar objetivos na vida profissional.  

E ela não só afeta a qualidade de uma tarefa, mas também pode minar a autoestima. E a consequência é cair em uma espiral descendente de negatividade que pode manifestar o conceito de GABA: depressão, ansiedade, burnout e agressividade.
Ao deixar as coisas para depois, começa-se a questionar a própria competência e habilidade de realizar as tarefas necessárias, apresentando sintomas importantes da Síndrome do Impostor – um distúrbio psicológico caracterizado por pensamentos de insegurança e inadequação, mesmo diante de conquistas e sucesso.


Quando constantemente se adia tarefas importantes no trabalho, o resultado é correr contra o tempo para concluí-las, o que pode levar a longas horas de trabalho, falta de sono e descanso inadequado. Inclusive, um estudo da Universidade de Calgary, no Canadá, concluiu que a procrastinação pode levar a uma perda de produtividade de até 40%. 


Outro aspecto preocupante da procrastinação é o impacto que pode ter nos relacionamentos. Quando não se cumpre responsabilidades no tempo certo, não só a credibilidade é afetada, mas também prejudica a convivência com colegas de trabalho e superiores. 


Vencer a procrastinação não é uma tarefa fácil, mas é possível, transformando essa sabotadora em aliada. Essas 7 dicas ajudarão no processo:

1. Identifique os gatilhos: perceba quais situações levam a procrastinar;
2. Defina metas realistas: comece com pequenas metas e vá aumentando-as gradualmente;
3. Divida as tarefas em etapas menores: torne as tarefas mais fáceis e menos intimidantes; 

4. Gerencie o tempo: organize o tempo e defina prazos para cada tarefa; 

5. Elimine as distrações: desligue o celular, feche as abas do navegador, avise as pessoas ao seu redor que você precisa de foco e encontre um ambiente tranquilo; 

6. Crie hábitos positivos: comece o dia com uma tarefa prazerosa. Estabeleça uma rotina e defina horários específicos para cada atividade; 

7. Busque ajuda profissional: se a procrastinação causar sofrimento e interferir na sua vida, procure ajuda de um profissional de saúde mental. 

Além de todas as dicas acima é fundamental também ter o apoio de amigos e familiares para superar os padrões de procrastinação e recuperar o controle sobre a vida.  

Afinal, cuidar dos sabotadores internos não só ajuda a se reconectar com a própria essência e viver de acordo com os verdadeiros desejos, mas também protege contra o desenvolvimento de problemas de saúde mental! 

*por Thereza Cristina Moraes, formada em Gestão Comercial pela Anhembi Morumbi, com MBA em Ciências da Mente e Liderança Humanizada, especializada em essência feminina, conexões e Síndrome do Impostor. É mentora e palestrante com 15 anos de experiência em negócios e nas principais plataformas de eventos de networking corporativo e multinacional.. Mais informações no link 

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