Terça-feira, 5 de maio de 2020 - 19h33

Como presidente da Comissão de
Constituição, Justiça e Redação da Assembleia Legislativa de Rondônia, o
deputado estadual Adelino Follador deixou claro que não somente votaria contra
como também trabalharia para enterrar de uma vez por todas um malsinado projeto
de lei do Executivo que pretende facilitar a vida de empresas inadimplentes com
o erário, como uma conhecida concessionária de energia elétrica. Dito e feito.
Quem achou que CCJR curvar-se-ia à vontade palaciana, caiu no cavalo. Se havia
alguma possibilidade de o governo de Rondônia distribuir prebendas à custa do
sacrifício do contribuinte, detonou-a a CCJR, mostrando que os ventos
moralizadores que arejam os quatro quadrantes do país chegaram a ALE-RO antes
do previsto.
É claro que a população não
esperava por outra decisão. Isso porque a politica precisa ser um instrumento
da vida social e refletir as exigências e os anseios da coletividade, nos seus
diferentes aspectos. A politica de interesses de grupos caducou, não cabe mais
na moldura dos tempos atuais, enfim, virou coisa fora de moda. De outro lado,
essa derrota apenas evidenciou que Executivo não possui uma articulação
politica consistente – pelo menos na acepção e grandeza que o termo conota. Em
vez disso, constrói pontes muito frágeis com o Legislativo, a ponto não de conseguir
garantir os apoios desejados e indispensáveis à aprovação de suas medidas. A
decisão da CCJR mostrou que os tempos são outros. Na versão de alguns
observadores, o Legislativo está solto. A época da canga ficou no passado.
O governo pagou para ver – e viu. Tão
cedo seus olhos se deixaram anuviar totalmente do estrago sofrido pela
tentativa infrutífera. Ao rejeitar a proposta do Executivo, a CCJR adotou uma
postura de responsabilidade. Agiu não de olho nas próximas eleições, mas
preocupada com os sagrados interesses da população, deixando de lado o estágio
reducionista do toma-lá-dá-cá para tratar em outro nível dos temas que precisam
ser colocados além do jogo politico e do embate entre situação e oposição.
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