Quarta-feira, 15 de outubro de 2025 - 16h20

Em uma visão
estreita, o termo auditoria pode carregar uma conotação negativa, que remete
basicamente à fiscalização ou controle sobre o que é feito pelo auditado.
Engana-se, porém, quem pensa no auditado como mero objeto da atividade de
auditoria. Pelo contrário, é ele o sujeito principal do processo, quem é
ouvido. Não é coincidência que o termo em latim “audire” significa
“ouvir”.
O trabalho da
auditoria externa, rígido no aspecto normativo, é um processo conduzido por uma
companhia independente que avalia as demonstrações financeiras elaboradas pela
administração da empresa auditada. O objetivo é verificar se os registros
contábeis refletem, de forma íntegra e confiável, a situação patrimonial,
financeira e operacional da organização, conforme as normas contábeis e de
auditoria em vigor.
No Brasil, a
auditoria externa é obrigatória para sociedades anônimas de capital aberto,
empresas de grande porte, instituições financeiras e órgão públicos. Mas há
muitas organizações que contratam a auditoria externa voluntariamente, já que
uma empresa que é auditada se posiciona, de forma implícita, como uma
organização que tem segurança no que faz, nos números que apresenta e na
estrutura que a sustenta.
Parceiros auditados, relações mais
sólidas
Do ponto de vista
comercial, trabalhar com empresas auditadas representa uma blindagem adicional,
já que é uma forma de garantir que o parceiro atua com regularidade fiscal, que
os contratos são sustentáveis e que há mecanismos formais de controle financeiro.
Segundo estudo da PwC, 84% dos investidores institucionais consideram a
qualidade da auditoria como um dos fatores mais relevantes na avaliação de
risco e decisão de investimento.
Além disso, empresas
auditadas oferecem mais previsibilidade, gerando mais confiança entre os players.
No dia a dia, essa questão impacta em decisões como crédito, prazos, condições
comerciais, joint ventures e fusões ou aquisições.
Governança que
impulsiona crescimento
O processo de
auditoria exige disciplina documental, revisão constante de controles internos
e alinhamento entre áreas, promovendo um ganho estrutural que permanece após a
entrega do relatório.
Para empresas em
crescimento, a prática também prepara o terreno para voos maiores. Instituições
financeiras, fundos de investimento e grandes corporações consideram a
auditoria um critério básico de elegibilidade para parcerias ou compras
relevantes. Além disso, propicia uma melhora em questões de boas práticas de
ESG, compliance, segurança da informação e responsabilidade
fiscal.
Em tempos em que a
reputação vale mais do que o discurso, a auditoria é vista como uma
oportunidade: é na dinâmica do processo que se revela um espaço fundamental
para a melhoria contínua de toda a organização. Quem está disposto a ser auditado,
está pronto para ser escolhido.
*Letícia Malheiros é
Diretora Financeira na Ever Trade (Ex-SPAR Brasil),
empresa referência em execução e inteligência no ponto de venda, com atuação em
mais de 100 mil PDVs em todo o Brasil.
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