Segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020 - 15h45

Pobres e enfrentando graves problemas de infraestrutura,
municípios do interior de Rondônia, em sua maioria, têm sido vítimas de más
administrações e de políticos espertalhões que se apropriam de recursos públicos
em detrimento da população. Trata-se de uma prática antiga, arraigada e que ao
longo dos anos vem contribuindo para agravar o estado de penúria em que vive o
morador interiorano.
Muitos políticos gerenciam mal os recursos financeiros de que
dispõem para promover ações de interesse da sociedade, o que tem levado o
Tribunal de Contas do Estado a cobrar a devolução de milhões de reais de
prefeitos que não teriam prestado contas das verbas recebidas. Não me recordo
de algum caso em que o TCE tenha apelado para a intervenção. Fato é que
prefeitos e ex-prefeitos tanto da capital quanto do interior carregam sobre os
ombros acusações de malversação de verba pública.
A lista é extensa. Obras superfaturadas, outras tantas inacabadas,
recursos que teriam sido usados sem a convincente justificação e aplicação
inadequada do porcentual destinado à manutenção e desenvolvimento do ensino,
dentre outras irregularidades, estão na ordem do dia. E não é de hoje. Pelo contrário,
este filme é antigo. No fundo, prefeituras são usadas como trampolim para o
enriquecimento de políticos corruptos, oportunistas e clientelistas,
indiferentes às reais necessidades da população.
Esse cenário de aberrações vem sendo desenhado por dirigentes
inescrupulosos que agem movidos pelo sentimento de impunidade. Alguns foram
defenestrados do poder, tiveram de prestar contas à Justiça, mas não se tem
noticia de punições mais severas para os crimes que cometeram, pois ainda
desfrutam de liberdade, quando, na verdade, deveriam estar atrás das grades.
Algumas cidades parecem que foram atingidas por um terremoto,
dado a situação de abandono em que se acham, pois o dinheiro que deveria ter
sido aplicado em projetos de desenvolvimento simplesmente acabou nas contas
bancárias de administradores corruptos, por meio de uma engrenagem viciada, que
só poderá ser driblada mediante eficiente método de fiscalização, fazendo com
que o dinheiro chegue ao seu destino e se transforme em benefícios para a
população. Somente assim será possível concretizar projetos bem intencionados.
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