Porto Velho (RO) quarta-feira, 8 de abril de 2026
opsfasdfas
×
Gente de Opinião

Artigo

Entenda sobre o Transtorno Desintegrativo da Infância


Entenda sobre o Transtorno Desintegrativo da Infância - Gente de Opinião

O Transtorno Desintegrativo da Infância (TDI) é uma condição rara do neurodesenvolvimento que causa a perda de habilidades adquiridas, como linguagem, interação social e habilidades motoras, após um período de desenvolvimento normal. 

O TDI, anteriormente classificado como um transtorno distinto no DSM-IV, é hoje considerado parte do Transtorno do Espectro Autista (TEA), segundo o DSM-5, sendo caracterizado por uma regressão acentuada após um período de desenvolvimento típico. Por exemplo, a criança tem um desenvolvimento típico até os 2 ou 3 anos, seguido por uma regressão significativa. A perda de habilidades é gradual e pode variar em intensidade, com algumas crianças perdendo mais habilidades do que outras. 

Principais sinais: perda de linguagem e comunicação, dificuldade na interação social, regressão na capacidade de controlar a eliminação de fezes e urina, perda de habilidades motoras e cognitivas, mudanças no comportamento, como irritabilidade, ações repetitivas e sem propósito aparente, que podem ocorrer no movimento, postura ou fala. 

As crianças com TDI, muitas vezes, são incapazes de um diálogo extenso com outras pessoas e podem evitar iniciar a comunicação, mesmo em ambientes confortáveis. Também podem apresentar regressão nas habilidades sociais já adquiridas, ter dificuldades para fazer ou manter amigos. Elas também podem responder de forma inadequada a situações sociais, como não dizer “olá” e “adeus”, ou responder perguntas dirigidas a elas. 

As possíveis causas do TDI ainda não são compreendidas. Pesquisas sugerem que fatores genéticos e neurológicos podem estar envolvidos, mas o transtorno não é necessariamente hereditário. O TDI não tem cura. 

O diagnóstico e acompanhamento deve ser clínico e envolve avaliação médica detalhada. É recomendado buscar ajuda de um neuropediatra, psiquiatra infantil e, em alguns casos, um neuropsicólogo. A maioria dos casos são diagnosticados entre os 3 e 10 anos. 

O tratamento inclui terapias multidisciplinares para estimular as habilidades da criança e melhorar sua qualidade de vida. A criança pode precisar de terapia comportamental, terapia ocupacional, terapia de fala e intervenção medicamentosa para minimizar os impactos do transtorno. 

O envolvimento e a educação da família são essenciais para o sucesso do tratamento. Para melhorar o que é ensinado e aprendido nas terapias, a criança também deve ser encorajada e instruída em casa pelos pais. Com o tratamento e a terapia adequados, se pode ter uma vida mais plena e feliz. 

(*) Luciana Brites é CEO do Instituto NeuroSaber, psicopedagoga, psicomotricista, mestre e doutoranda em distúrbios do desenvolvimento pelo Mackenzie, palestrante e autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem. Instituto NeuroSaber  https://institutoneurosaber.com.br

Gente de OpiniãoQuarta-feira, 8 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

O capital humano como ativo de performance: O fim da era da contratação por intuição

O capital humano como ativo de performance: O fim da era da contratação por intuição

No dinâmico universo corporativo contemporâneo, a distância entre uma organização estagnada e um time de alta performance raramente reside na falta

8 dicas para planejar a bagagem de viagens em família

8 dicas para planejar a bagagem de viagens em família

Viajar em família costuma exigir mais do que escolher o destino e reservar hospedagem. Quando há perfis, idades e rotinas diferentes na mesma viagem

 O Direito do Consumidor na Páscoa

O Direito do Consumidor na Páscoa

De uma hora para outra, os mercados se enchem de ovos de Páscoa. As prateleiras ficam coloridas, os corredores ganham destaque especial e os feeds d

TEA em adultos: por que o diagnóstico tardio mistura alívio e dúvidas

TEA em adultos: por que o diagnóstico tardio mistura alívio e dúvidas

O diagnóstico tardio do Transtorno do Espectro Autista (TEA) em adultos costuma provocar uma mistura de sentimentos como alívio, dúvidas e interpret

Gente de Opinião Quarta-feira, 8 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)