Sexta-feira, 24 de outubro de 2025 - 17h46

Uma data merece atenção neste
25 de outubro: Dia Mundial de Conscientização sobre a Epidermólise Bolhosa
(EB). Trata-se de uma doença genética e hereditária rara, caracterizada por uma
fragilidade extrema da pele e das mucosas, que leva à formação de bolhas e
feridas diante de pequenos traumas ou atritos e até mesmo de forma espontânea.
Essa condição ocorre devido a mutações em genes responsáveis pela produção de
proteínas que garantem a adesão entre as camadas da pele — epiderme e derme.
Dependendo do nível em que
ocorre a separação cutânea, a EB é classificada em quatro tipos principais:
simples, juncional, distrófica e Kindler, cada um com gravidade e manifestações
clínicas distintas. As pessoas que convivem com a epidermólise bolhosa
enfrentam desafios contínuos relacionados à dor, risco de infecção, limitações
funcionais e impacto emocional, exigindo cuidados minuciosos e
individualizados.
Nesse contexto, o
acompanhamento profissional especializado é fundamental. O enfermeiro
estomaterapeuta desempenha papel essencial no manejo das feridas, seleção adequada
de coberturas, prevenção de infecções e promoção do conforto e da qualidade de
vida. Além disso, orienta familiares e cuidadores quanto às técnicas de
curativo, higiene e prevenção de complicações, oferecendo um cuidado humanizado
e baseado em evidências.
A equipe multidisciplinar,
composta por médicos dermatologistas, nutricionistas, fisioterapeutas,
psicólogos, dentistas e assistentes sociais — também é indispensável. Juntos,
esses profissionais promovem uma abordagem integral, voltada não apenas para o
tratamento das lesões, mas também para o bem-estar físico, emocional e social
da pessoa com EB.
Portanto, o cuidado com
pacientes com epidermólise bolhosa vai muito além do curativo: ele envolve
acolhimento, conhecimento técnico e um olhar sensível e interdisciplinar,
essenciais para proporcionar dignidade e qualidade de vida a quem convive com
essa condição.
O SUS oferece diagnóstico,
tratamento e procedimentos cirúrgicos quando necessário. Nosso Estado conta com
o Hospital Infantil Albert Sabin, que possui uma equipe multiprofissional
especializada para o diagnóstico e acompanhamento destes pacientes. Contamos
também com uma associação, que se encontra em processo de formação, a ACEB
(Associação Cearense de Epidermólise Bolhosa), para apoio dessas famílias. No
Ceará temos aproximadamente 37 crianças com diagnóstico de EB.
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