Segunda-feira, 21 de outubro de 2019 - 12h51

“Dia do médico”, “dia dos professores”, “dia do biólogo” -- datas como
estas são criadas com o objetivo de prestar homenagem a profissionais cujos
trabalhos são importantes e positivos para a sociedade.
Agora, os deputados estaduais do Amazonas resolveram inovar
negativamente. No dia 16 de outubro, aprovaram o Projeto de Lei 305/2019, de
autoria de Roberto Cidade (PV-AM), que institui o “Dia Estadual do Caçador,
Atirador e Colecionador”. É a primeira vez que o Brasil cria uma data para
celebrar a prática de um crime.
Digo crime porque, salvo raras exceções (todas elas questionáveis em
seus aspectos éticos e legais), a caça continua sendo proibida no Brasil. O
projeto é, em resumo, um elogio à violência.
A retórica da força e do justiçamento vem ganhando força recentemente.
As vidas humanas e animais são tratadas com descaso e indiferença crescentes.
Celebrar aqueles que se divertem matando e colecionando armas é um incentivo à
cultura do ódio e do extermínio.
Chama atenção que o autor do PL seja do Partido Verde, agremiação que,
em tese, deveria primar pelo respeito à vida e ao meio ambiente. Ao enaltecer a
posse de armas e a prática de assassinar seres sencientes, o deputado Cidade
joga na lama o significado da legenda à qual pertence.
Cabe agora ao Governador Wilson Lima vetar o Projeto de Lei. Em um
momento tão delicado, em que assistimos ao avanço da degradação ambiental -- o
desmatamento do bioma amazônico continua batendo recordes e o garimpo avança
sobre as terras indígenas --, sancionar a lei que exalta os entusiastas da
morte e da crueldade tem um forte e preocupante significado.
*Silvana Andrade é presidente e fundadora da ANDA -- Agência de Notícias
de Direitos Animais.
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