Quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024 - 18h16

A síndrome da
cabana é um fenômeno psicológico onde o indivíduo apresenta dificuldade em
reconectar com a vida social e profissional após um longo período de
isolamento. Esse fenômeno psicológico é caracterizado por um amedrontamento
desproporcional desencadeando uma ansiedade demasiada quando surgem situações
em que a pessoa necessita deixar o ambiente doméstico para realizar tarefas ou
interagir com pessoas.
Pode ser confundido
com ansiedade ou depressão. Por desencadear a ansiedade, o indivíduo entende
que está num ambiente seguro, adaptado, e que o externo pode conter objetos
fóbicos e ameaçadores, ele desenvolve o transtorno de ansiedade. Em relação à
depressão, esse indivíduo apresenta sentimentos de tristezas constantes e
sonolências.
Os sintomas mais
comuns são a perda ou ganho de peso acentuado. Vai apresentar insônia,
inquietação, irritabilidade e uma potencial desconfiança em relação ao ambiente
e à segurança. Vai estar o tempo todo em alerta, com isso também podemos
perceber sintomas de exaustão e enxaquecas.
As mais suscetíveis
são aquelas que não conseguem lidar de uma forma rotineira com as suas emoções,
têm dificuldade de lidar com os seus sentimentos, relações de conflito,
oscilação de humor, dificuldade com automotivação, apresentam algumas
compulsões e obsessões, além de alguns fatores genéticos.
É esperado que se
busque ajuda de um profissional de saúde mental ou de uma equipe
multidisciplinar. Nesse contexto, é feito o descarte do quadro de ansiedade e
depressão. Nos quadros de ansiedade ou depressão, é possível ter fatores
genéticos e o ambiente favorece para outros gatilhos e outros elementos estressores.
Já a síndrome da cabana é diferenciada, porque ela tem na
"circunstância" o fator desencadeante dos sinais e sintomas.
O tratamento pode
ser acompanhado por um psiquiatra e psicólogo. Um psicólogo voltado para o
cognitivo comportamental (TCC) pode ajudar muito, pois poderá usar uma técnica
chamada dessensibilização. É uma metodologia voltada para quadros fóbicos, como
elevador e animais. Ajudando o paciente de forma gradual e progressiva, é
possível se adaptar de novo e voltar às atividades rotineiras.
Uma forma de
prevenir é evitar o isolamento. A ideia é buscar conviver em grupo ou em
conjunto, estar fora do ambiente de casa, desfrutando dos dias ensolarados.
Estar com os amigos, ao ar livre, na claridade, também é terapêutico. Cuide-se
e evite o isolamento.
(*) Alessandra
Augusto é Psicóloga, Palestrante, Pós-Graduada em Terapia Cognitiva
Comportamental e em Neuropsicopedagogia, Mestranda em Psicologia Forense e
Criminal. É a autora do capítulo “Como um familiar ou amigo pode ajudar?” do
livro “É possível sonhar. O Câncer não é maior que você”.
Quinta-feira, 9 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)
O capital humano como ativo de performance: O fim da era da contratação por intuição
No dinâmico universo corporativo contemporâneo, a distância entre uma organização estagnada e um time de alta performance raramente reside na falta

8 dicas para planejar a bagagem de viagens em família
Viajar em família costuma exigir mais do que escolher o destino e reservar hospedagem. Quando há perfis, idades e rotinas diferentes na mesma viagem

O Direito do Consumidor na Páscoa
De uma hora para outra, os mercados se enchem de ovos de Páscoa. As prateleiras ficam coloridas, os corredores ganham destaque especial e os feeds d

TEA em adultos: por que o diagnóstico tardio mistura alívio e dúvidas
O diagnóstico tardio do Transtorno do Espectro Autista (TEA) em adultos costuma provocar uma mistura de sentimentos como alívio, dúvidas e interpret
Quinta-feira, 9 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)