Quarta-feira, 18 de dezembro de 2019 - 09h17

A corrupção é como um câncer, irradiando seus malefícios pela maldição da metástase para todo um corpo que vai sendo aos poucos tomado pelo vírus mortal. A corrupção avassala o organismo nacional, deixando em estado de atonia aqueles que ainda creem que a honradez, a honestidade e a correção das pessoas são as vias para a construção de um país saudável, digno dos seus filhos e netos. Tornou-se impossível assistir ao noticiário de qualquer emissora ou acessar um jornal eletrônico, sem ler a enunciação de um novo escândalo envolvendo dinheiros públicos, facilitado por meio de recursos escabrosos para amigos da situação, abrangendo os mais diferentes órgãos da administração, nos três níveis de poder. É uma mutreta atrás da outra. Agora, mesmo, vem da Paraíba a informação de que recursos da saúde foram desviados para campanha politica, enquanto a população padece nos corredores dos hospitais, esperando atendimento. É mole? Isso sem falar na chamada pequena corrupção diária e frequente, do funcionário que não coloca o carimbo em um processo se não tiver a mão “esquentada” para a cervejinha no final de semana com os amigos, consciente de que nada lhe acontecerá, pois acredita que a impunidade virou bandeira. Que país, que Estado, que Município, estamos preparando para os que virão após a nossa passagem. Um país tão rico, mas tão pobre de decência, de dignidade, de amor ao próximo. Poucos são capazes do sacrifício pessoal pelo bem-estar da sua gente mais sofrida. Vigora a politica do “Mateus, primeiro os meus”, enquanto os outros que se danem, ressalvadas as pouquíssimas exceções. Não é sem motivo que muitos brasileiros mergulharam de cabeça na pior depressão psicológica. Ninguém acredita em mais nada. Essa história de prende e solta é de deixar todo mundo desesperançado. O tempo passa, o mundo se transforma, nações surgem e outras morrem, países se conflagram, regimes políticos desabam no pó, a modernidade avança em muitos pontos, enquanto permanecemos entregues a políticos e administradores corruptos, mergulhados numa estrutura podre, imobilizada pela prática de métodos e ações condenáveis à luz da ética, e muita gente acha isso a coisa mais natural. É o Brasil do “jeitinho”, da malandragem, da mutreta, da patifaria, com o dinheiro público escorrendo pelo ralo da corrupção.
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