Segunda-feira, 11 de agosto de 2025 - 14h50

Para entender quais são, primeiro precisamos entender a definição de
transtornos de neurodesenvolvimento. São condições que afetam o desenvolvimento
infantil, impactando áreas como cognição, comunicação e comportamento. Os
principais incluem Transtorno do Espectro Autista (TEA), do Déficit de Atenção
e Hiperatividade (TDAH), de Aprendizagem e Motores, além de Deficiência
Intelectual.
O TEA é caracterizado por desafios na interação social e comunicação,
além de comportamentos repetitivos e interesses restritos. Os sintomas mais
comuns são dificuldade em manter contato visual ou interagir socialmente,
comportamentos como balançar o corpo ou repetição de palavras e frases.
Já o TDAH afeta o controle de funções executivas, como atenção,
regulação emocional e impulsividade. Os sintomas envolvem barreiras na
manutenção da atenção por longos períodos, como interromper conversas ou agir
sem pensar.
A Deficiência Intelectual é caracterizada por prejuízos no
desenvolvimento global, incluindo raciocínio lógico, resolução de problemas e
habilidades adaptativas. O impacto inclui limitações em realizar tarefas que
exigem planejamento e pensamento crítico.
Já os Transtornos de Aprendizagem afetam habilidades específicas como
leitura, escrita e cálculo. Alguns exemplos incluem dislexia, a dificuldade em
decodificar palavras escritas, e discalculia, que envolve obstáculos na
compreensão de conceitos matemáticos.
Os Transtornos do Desenvolvimento da Coordenação têm como
características comprometimentos em habilidades motoras, como segurar objetos
ou escrever. Os sintomas incluem lentidão na execução de tarefas motoras e
desafios em atividades consideradas simples como, por exemplo, vestir-se ou
amarrar os tênis.
Os Transtornos do Movimento Estereotipado incluem comportamentos
repetitivos como bater a cabeça ou agitar as mãos. Esses movimentos podem
interferir no funcionamento diário e social. Já nos Tiques Motores e Vocais
percebemos movimentos ou sons recorrentes e involuntários, como piscar os olhos
ou emitir sons repetitivos.
Os transtornos de neurodesenvolvimento possuem uma origem complexa, envolvendo fatores genéticos e ambientais que podem interferir no desenvolvimento cerebral. O tratamento, embora não tenha cura, conta com intervenções precoces que ajudam a minimizar os impactos e melhorar a qualidade de vida da criança.
(*) Luciana Brites é CEO do Instituto
NeuroSaber, psicopedagoga, psicomotricista, mestre e doutoranda em distúrbios
do desenvolvimento pelo Mackenzie, palestrante e autora de livros sobre
educação e transtornos de aprendizagem. Instituto NeuroSaber https://institutoneurosaber.com.br
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