Quinta-feira, 21 de março de 2024 - 13h44

Você sabia que ser
otimista pode influenciar positivamente no seu desempenho? Algumas pesquisas já
comprovaram isso. Por exemplo, um experimento organizado pelo pesquisador
Martin Seligman, da Universidade da Pensilvânia, acompanhou dois grupos de
funcionários: os aprovados por aptidão e os escolhidos pelo otimismo. Logo no
primeiro ano, os otimistas tiveram desempenho 21% melhor do que os demais.
Outro dia, assisti
um episódio do meu podcast favorito, o The Diary of a CEO, tratando deste mesmo
tema. Em algum momento do vídeo, a convidada traz um dado bem interessante:
‘Pessoas otimistas ganham, em média, 33 mil dólares a mais que pessoas
pessimistas’.
A pesquisa não é
bem clara e não dá para saber se isso acontece apenas pelo fato delas pensarem
positivo, ou se elas compartilham características mais valorizadas no mercado
de trabalho. O fato é que pessoas otimistas ganham mais!
A convidada ainda
comentou que pessoas otimistas são mais felizes, porque correm mais riscos. E
isso acontece pelo simples fato delas acreditarem que as coisas vão dar certo.
Parece meio óbvio. Por que começar uma coisa pensando que vai dar errado?
É por isso que a
maioria dos empreendedores de sucesso são pessoas otimistas. Outra opinião dada
foi que o pessimismo está ligado a depressão. Mas o que fazer para se tornar
uma pessoa mais otimista? A resposta dada não me agradou muito. Porém, fez-me
lembrar da minha própria experiência com depressão, em 2015.
Na época, eu me via
afundada em pensamentos negativos. Parecia o fim do mundo. Quando finalmente
decidi sair desse buraco, fui a busca de algo que me ajudasse. Encontrei várias
coisas: estudos, práticas, meditação entre outros. Mas qual foi o divisor de
águas? Um TED Talk sobre a técnica da gratidão. Nela, a pessoa precisa terminar
o seu dia dizendo três coisas pela qual foi grata naquele dia.
E o que isso faz?
Isso faz com que, depois de um tempo praticando essa técnica, o seu cérebro
começa a procurar coisas para citar ao final do dia. Você passa a olhar para o
lado mais positivo do seu dia. Esse tempo varia, para mim foram uns 7 dias.
Essa experiência me fez pensar: por que não trazer essa técnica para o meu
negócio?
Criei um ritual
antes de cada reunião semanal: cada um do time tem que compartilhar uma coisa
positiva e uma coisa negativa que aconteceu com ela na semana anterior. Você
tem um minuto para isso, ou seja, não gasta muito tempo! Tem uma regra, aliás.
Você pode passar uma semana sem uma experiência negativa, mas uma positiva é
obrigatória.
E por que o
negativo? Ah, isso é para criar empatia! Às vezes, uma palavra atravessada numa
conversa ou uma mensagem não respondida pode deixar alguém magoado. Quando
compartilhamos o negativo, normalmente descobrimos que a pessoa estava passando
por algo complicado quando não agiu da melhor forma.
Não se trata de uma
sessão de terapia em grupo, mas ajuda a criar laços e compreensão. Essa prática
trouxe resultados incríveis na cultura da empresa, na gestão e na união da
equipe. É algo que vai além do profissional, cria empatia e positividade no
ambiente. Isso pode fazer a diferença.
(*) Juliana Brito é
empresária, CEO e cofundadora da Indie hero e da GJ+, empresas focadas no
desenvolvimento do ecossistema de jogos no brasil com ativações em eventos como
Rock in Rio, rio Innovation week, Innova Summit, Casa Brasil Israel e Rio2c. fellow
YLAI. Além disso, é mentora de pitch, negócios e games em eventos como
innovativa Brasil, NASA talks, DNA empreendedor, startup weekend etc.
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