Quarta-feira, 22 de setembro de 2021 - 10h28

Na sessão de
julgamento da última quinta-feira, 16 de setembro, os membros da 1ª Câmara
Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia, por unanimidade de
votos, negaram a ordem em habeas corpus a Ingrid
Bernardino Andrade, que permanece presa preventivamente pela suposta prática de
crimes hediondos. Ela é acusada de, juntamente com seu companheiro, torturar e
assassinar uma criança (sua enteada) de aproximadamente dois anos, tudo
mediante espancamento.
A defesa
pugnou pela concessão do habeas corpus para que
Ingrid pudesse aguardar seu julgamento em prisão domiciliar e monitoramento
eletrônico. Além disso, afirmou que a ré está sofrendo constrangimento ilegal,
em razão do excesso de prazo para a realização da sessão de julgamento.
Os membros da
1ª Câmara Criminal negaram a ordem de habeas corpus considerando
que ainda estão presentes os requisitos para a manutenção da prisão preventiva.
Para os desembargadores, não ficou comprovada a existência de constrangimento
ilegal a ser sanado.
Segundo consta
nos autos, Ingrid encontra-se presa desde 21 de setembro de 2019, a denúncia
foi oferecida no mês seguinte, dia 15 de outubro, e recebida no dia 22 de
outubro de 2019. No dia 6 de outubro de 2020 houve sentença de pronúncia. A
sessão de julgamento no Tribunal de Júri foi marcada para o dia 16 de março de
2021, mas não ocorreu em virtude do agravamento da Pandemia da covid-19. Uma
nova data já foi marcada para o julgamento.
Conforme a
denúncia, no dia 21 de setembro de 2019, o casal Willian Monteiro da Silva e
Ingrid Bernardino Andrade, em comunhão de esforços e ambos com vontade
homicida, mataram a menina Lauanny Hester Rodrigues, de 2 anos e 6 meses,
mediante espancamento. O casal teria agredido a criança por ela ter subido em
uma mesa e quebrado uma lâmpada. Segundo consta nos autos, o casal responde
também por outros fatos que envolvem tortura e agressão à criança.
Serão levados
a júri popular o pai, Willian Monteiro da Silva, a madrasta, Ingrid Bernardino
Andrade, e a avó da criança, Suely dos Santos Monteiro
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