Quarta-feira, 13 de agosto de 2025 - 13h22

O Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO), por meio do Grupo de
Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ofereceu nesta
quarta-feira (13/8) denúncia contra 6 (seis) investigados na Operação
Cruciatus, deflagrada no dia 25 de julho de 2025 pelo Gaeco, com apoio da
Polícia Civil e Polícia Militar do Estado de Rondônia (PCRO e PMRO).
A operação Cruciatus é fruto de desdobramento da Operação Soldados da
Usura, consistente no encontro fortuito de provas de outros crimes praticados
por parte dos integrantes da organização criminosa desarticulada naquela
primeira operação, em concurso com outras pessoas, para a prática de tortura,
extorsão e roubo. Relembre
Foram imputados os crimes de tortura (art. 1º, inciso I, alínea “a”, da
Lei nº 9.455/1997), extorsão qualificada com duas causas de aumento (concurso
de agentes, emprego de arma de fogo e restrição da liberdade da vítima - art.
158, §§1º e 3º, do Código Penal) e roubo duplamente circunstanciado pelo
concurso de pessoas e emprego de arma de fogo de uso restrito (art. 157, §§ 2º,
inciso II e 2º-A, inciso I, do Código Penal).
Além da aplicação das penas privativas de liberdade cominadas para os
crimes imputados aos denunciados, o Ministério Público também requereu a
condenação dos acusados ao pagamento de uma indenização mínima à vítima da
tortura, extorsão e roubo, em razão dos danos materiais e morais sofridos
durante a prática dos crimes denunciados, especialmente pelo intenso sofrimento
físico e mental ocasionado durante o tempo em que permaneceu em cárcere
privado, subjugada, ameaçada e repetidamente agredida pelos denunciados.
O Ministério Público também requereu o perdimento de uma arma de fogo
registrada em nome de uma das denunciadas, que, embora regular na Polícia
Federal, foi utilizada como instrumento dos crimes, especialmente as graves
ameaças de morte e simulação de disparos contra o corpo da vítima para
aterrorizá-la.
Foi ainda requerida a decretação da perda do cargo de um policial
militar envolvido nos crimes, considerando a violação de seus deveres
funcionais, que lhe são impostos, mesmo fora de serviço.
Agora, inicia-se a fase judicial, com o recebimento da denúncia pelo
Poder Judiciário, citação dos denunciados para apresentação de resposta à
acusação, e instrução processual até o julgamento final sobre o mérito dos
pedidos condenatórios formulados pelo MPRO.
O MPRO reafirma seu compromisso com a defesa da ordem jurídica, do
regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis.
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