Quinta-feira, 14 de agosto de 2025 - 18h44

O Ministério Público de Rondônia (MPRO) participou, nesta quarta-feira
(13/8), de audiência pública para debater o Incidente de Resolução de Demandas
Repetitivas (IRDR) relacionado à contratação de cartão de crédito consignado
com reserva de margem consignável.
O diálogo foi realizado no auditório do prédio-sede da Defensoria
Pública de Rondônia em Porto Velho. A Promotora de Justiça Daniela Nicolai de
Oliveira Lima destacou que a prática tem afetado, de forma recorrente, pessoas
idosas, pensionistas e outros consumidores em situação de vulnerabilidade.
Segundo a promotora, a discussão é fundamental para uniformizar o
entendimento do Tribunal de Justiça de Rondônia sobre a ilegalidade dessa
modalidade de contrato e seus impactos jurídicos. Ela ressaltou que o problema
começa antes da assinatura: “O contrato começa na oferta publicitária. Com
essas publicidades abusivas e enganosas, consumidores hipervulneráveis têm sido
lesados, especialmente os idosos”. Daniela também alertou que, muitas vezes,
cartões de crédito consignados são oferecidos como se fossem empréstimos
consignados, mas com juros muito mais altos.
Durante a audiência, que contou com transmissão online, a representante
do MPRO frisou que o tema deve ser amplamente discutido com a sociedade e
órgãos de controle para que sejam encontradas soluções conjuntas. “É necessário
somar esforços com a Defensoria Pública, o Procon e demais instituições, a fim
de fixar um entendimento favorável aos idosos, junto ao TJRO, que já foram
vítimas recentes de prejuízos no INSS e seguem sendo alvo de práticas lesivas por
parte de instituições financeiras”, afirmou.
Daniela Nicolai, que também responde pela Promotoria do Idoso, informou
que o MPRO mantém um projeto voltado ao enfrentamento do superendividamento,
problema que afeta com mais intensidade a população idosa. “Consumidor idoso
anda de mãos dadas com a vulnerabilidade. Nosso compromisso é ouvir, atuar em
parceria e buscar soluções para reduzir esses danos”, concluiu.
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