Sexta-feira, 20 de setembro de 2013 - 15h20
O segundo dia de greve nacional dos bancários em Rondônia, a exemplo do que vem ocorrendo em todo o país, foi marcado pelo fortalecimento do movimento com mais agências fechadas. Se no primeiro dia 82 das 130 agências no Estado estavam fechadas, agora nesta sexta-feira, 20, o número pulou para 94.
De acordo com dirigentes do Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia (SEEB-RO), este avanço na adesão se deve ao fato de que o movimento é feito exatamente desta forma, com o crescimento gradual dia após dia e, claro, com as reuniões feitas pelos sindicalistas com funcionários, dentro das agências, que ainda estavam indecisos pela paralisação ou não das atividades.
“É assim que funciona. No primeiro dia já tivemos um número expressivo de agências fechadas, mas em algumas ainda tinham colegas indecisos ou receosos, com medo de sofrer retaliações por parte dos bancos. Mas com as reuniões nas agências podemos levar os esclarecimentos necessários a eles e deixá-los convictos de que a greve é legítima e é garantida em lei, é um direito do trabalhador e que deve ser respeitada pelos patrões. Portanto cremos que já a partir da próxima segunda-feira, 23, muitos mais colegas venham reforçar a mobilização, e assim, forçar os bancos a apresentarem uma proposta mais condizente com a nossa realidade”, avaliou o presidente do Sindicato, José Pinheiro.
AS REIVINDICAÇÕES GERAIS DOS BANCÁRIOS
* Reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento real além da inflação)
* PLR: três salários mais R$ 5.553,15.
* Piso: R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese).
* Auxílios alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 678 ao mês para cada (salário mínimo nacional).
* Melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoece os bancários.
* Emprego: fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações, especialmente ao PL 4330 que precariza as condições de trabalho, além da aplicação da Convenção 158 da OIT, que proíbe as dispensas imotivadas.
* Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.
* Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós-graduação.
* Prevenção contra assaltos e sequestros, com o fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários.
* Igualdade de oportunidades para bancários e bancárias, com a contratação de pelo menos 20% de afrodescendentes.
FONTE: RONDINELI GONZALEZ
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