Terça-feira, 22 de setembro de 2009 - 17h07
“Quem é você que não sabe o que diz?
Meu Deus do Céu, que palpite infeliz!”
Noel Rosa.
Ao usar a Tribuna daquela que deveria ser a Casa do Povo, nesta segunda-feira (21), o deputado Tiziu Jidalias atacou a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e o SINTERO, fez acusações mentirosas, lançou impropérios e, de forma destemperada, utilizou expressões injuriosas, totalmente inoportunas, contra estas duas entidades representativas de trabalhadores, numa tentativa esdrúxula de capitalizar a aprovação da PEC 483 para o seu grupo político.
O deputado faltou com a verdade ao dizer que as entidades “não acreditavam que ela fosse aprovada”, ao se referir a PEC; pois, de um lado, houve a participação efetiva delas em todo o processo de mobilização, tanto de servidores, quanto junto aos deputados federais dos outros estados, como prova as centenas de servidores que no dia da votação utilizaram camisetas com dizeres “PEC 483 Transposição JÁ! CUT”. Isso é acreditar deputado!
De outro, o que as entidades cobraram em nota do senador Expedito Júnior, às vésperas da votação, foi a sua cota de responsabilidade na aprovação da PEC 483; pois o mesmo estava na cômoda situação, juntamente com o governador Ivo Cassol, de que independente do resultado, eles iriam “faturar” politicamente: com a aprovação, eles posariam de “heróis”; se fosse rejeitada, eles jogariam a culpa no PT e no PMDB. Lembramos ao senador que a oposição, da qual ele faz parte, tem 207 deputados federais e ele tinha responsabilidade de garantir esses votos.
É bom ressaltar que o Senador aceitou o desafio de garantir os 207 votos da oposição. Entretanto, os oposicionistas deram pouco mais de 100 votos para PEC, ou seja, ficou muito abaixo do prometido. Certamente influenciou neste resultado a atitude de se ficar responsabilizando apenas a base do governo federal pela aprovação, e só na última hora é que se correu atrás desses outros votos.
É importante ressaltar que o momento é de unidade de toda sociedade rondoniense para garantir as próximas votações da PEC 483, sendo totalmente inconveniente essa postura destoante desse deputado, que não contribui para manter a necessária mobilização.
Diante do exposto, a CUT cobra de Tiziu uma postura mais condizente com sua condição de parlamentar; inclusive em relação ao Poder Executivo, diante do qual ele sempre esteve submisso, subserviente e de joelhos, principalmente quando se trata de aprovar, na “calada da noite”, leis prejudiciais aos servidores públicos.
Porto Velho-RO, 22 de setembro de 2009.
Fonte: CUT
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