Quinta-feira, 26 de novembro de 2009 - 18h33
Flávio Daniel
De forma irresponsável e descompromissada, dirigentes da nossa terra, desrespeitam, menosprezam, atentam e derrubam , sem nenhuma vergonha na cara, nosso patrimônio histórico, por que não dizer, a história das nossas vidas e de toda nossa gente.
E assim foi mais uma vez constatado esse propósito - próprio desses aventureiros que hoje dirigem esse rincão amazônico - de depredar, pilhar, nossa história, com mais esse triste, lamentável e fatídico ato da destruição da “Serraria das 11 horas”, lá no porto do “Cai n’água”.
Conforme notícia veiculada num site de notícias da cidade de Porto Velho, “para a AMMA (Associação dos Amigos da Madeira Mamoré), isto é um crime, pois, segundo os associados à obra foi iniciada em 1910 e todas as suas peças foram pré-moldadas nos Estado Unidos da América”. Mas nada importa pra essa gente que desconhece o passado e como foi construída a cidade de Porto Velho.
Os órgãos públicos não possuem nenhum registro do que tem importância histórica para nossa cidade. Isso não tem valor para os que dirigem esses órgãos. Eles acham que chegaram aqui para construir uma cidade do nada, portanto, nada tem valor sentimental, emocional; simplesmente traçam seus planos e executam por cima da alma da cidade já construída suas arrogâncias e prepotências oriundas de espíritos pobres, aventureiros, ávidos de poder e de fortuna material, custo o que custar, doa a quem doer. E assim seguem destruindo a alma da nossa cidade.
Cabe perguntar onde está o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), e para personalizar mais: Onde está o Sr. Cineasta Beto Bertagna? Não adianta a desculpa esfarrapada que a “Serraria das 11 horas” não era tombada. Se não era tombada, pior ainda para a representação do IPHAN em Rondônia; por que então não providenciaram a tempo o tombamento? Ou assume o desconhecimento do valor histórico pelo que é responsável e daí o despreparo para assumir o cargo ou assume o pior, o descaso para com a história da cidade, ou seja, a irresponsabilidade como gestor público.
Mas chega...a serraria das 11 horas foi ao chão, e agora somente será lembrada quando em qualquer boteco ou bar , um boêmio, um sambista, cantar, a música do poeta Dada do Areal , que há tempo imortalizou nossa saudosa “Serraria das 11 hora”:
Ai...mas que prosa,
a serraria das 11 horas.
Eu fico olhando essa gente
Com jeito inocente
Se dando bem
Pensando enganar todo mundo,
Pensando que todos
São uns “Zé Ninguém”.
Precisam é ver o Amadeu
Só pra ver como ele está.
O que botava a lenha na caldeira
Pras 11 horas, a serraria apitar.
Essa gente amigo,
Nem sabe o que quer,
Nós damos pão, nós damos água
Ainda querem o nosso café.
Pois é. Mas como dói!
Flávio Daniel é Carnavalesco
Porto Velho, 26 de novembro de 2009
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