Segunda-feira, 22 de março de 2010 - 10h40
Os prejuízos causados pela greve dos trabalhadores em educação aos alunos é de inteira responsabilidade do governo do Estado, já que se recusa a dialogar com os representantes da categoria. A greve iniciada no dia 11/03 deixa milhares de alunos sem aulas nas escolas estaduais e poderá se estender por muito tempo, caso o governador Ivo Cassol ou a secretária de estado da Educação Marli Cahúla, não busquem um entendimento com o Sintero.
A greve tem a adesão de 90% de professores, funcionários administrativos, vigias, merendeiras e zeladores em todo o Estado. O funcionamento parcial e precário de algumas escolas, que contam com servidores emergenciais (não concursados) e profissionais em estágio probatório, não permite a aplicação do conteúdo programático do ano letivo, o que causa prejuízos ao ensino.
A direção do Sintero atribui esse prejuízo à intransigência do governo e à inoperância da Seduc. Segundo a presidente do Sintero, Claudir Mata, a responsabilidade pelos prejuízos dos alunos é única e exclusivamente do governador Ivo Cassol e da secretária Marli Cahúla.
“O governador e a secretária são os responsáveis pelo caos em que se encontra a educação. Não há planejamento, não existem programas para a melhoria do ensino, não há valorização dos trabalhadores em educação, não existe diálogo do governo com os representantes da categoria”, reclamou Claudir.
Os diretores do Sintero denunciam que as escolas estão sem condições de funcionamento. Além dos baixos salários dos professores, há uma revolta com a discriminação do governo em relação aos demais profissionais. Exemplo disso é a falta de concurso público para merendeiras, zeladoras, vigias e demais técnicos.
“Tem escola com 20 salas de aula, com aulas nos três turnos, e uma única zeladora de 50 anos de idade para limpar todo o prédio. É impossível. É a escravização dos funcionários de escolas”, disse Claudir Mata.
Segundo a sindicalista, a situação se repete com as merendeiras, com os vigias e com o pessoal da secretaria da escola.
Embora a Assembléia Legislativa tenha constituído uma comissão de deputados estaduais para intermediar uma negociação com o Executivo, nem os integrantes da comissão conseguem conversar com o governador Ivo Cassol.
O comando de greve, formado por diretores do Sintero e representantes das escolas, promete endurecer ainda mais o movimento nesta semana. Estão previstos mais protestos em Porto Velho e nas principais cidades do interior, além da mobilização dos trabalhadores em educação com caravanas para os mais diversos locais.
Na semana passada a greve contou com o reforço da CUT Nacional, com a presença do vice-presidente da Central, José Lopez Feijó, dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC Paulista.
A CNTE – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, que já emitiu para todo o país uma Nota de Apoio à greve, também deve enviar representante a Rondônia com a finalidade de reforçar o movimento.
Os trabalhadores em educação estão revoltados com o governo e por isso estão motivados para manter a paralisação até quando for preciso. “Eles não têm medo das pressões e das ameaças constantes do governo. A miséria, o bolso e o estômago falam mais alto do que as ordens do Palácio do Governo”, disse Claudir.
Fonte: Ascom
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