Quarta-feira, 5 de junho de 2013 - 16h16
O Movimento Nacional dos Trabalhadores em Educação – MOCLATE, que funciona como uma rede de profissionais da Educação espalhados em diversos Estados brasileiros, divulgou NOTA DE SOLIDARIEDADE e apoio à greve dos Trabalhadores Estaduais em Educação e do Município de Porto Velho.
O MOCLATE defende a manutenção e radicalização da greve dos trabalhadores, como única forma de garantir as condições necessárias para uma Educação de qualidade. A Nota critica duramente as políticas educacionais do Governo Federal e do Governo Confúcio Moura e as posições tidas como “oportunistas” da direção do SINTERO que em muitos movimentos propõe o fim da greve com ganhos mínimos. Um professor vinculado ao Movimento afirmou que “se hoje não há adesão de 100% de toda a categoria à greve, isto é fruto da desilusão com a direção do SINTERO que em greves anteriores pôs fim ao movimento, mesmo com a disposição da base em manter o movimento”. O movimento propõe que as ações de greve sejam organizadas por comissões locais e comandos de greve que garantam transparência das decisões da base. Para isso o movimento disponibilizou um e-mail regional para a articulação dos diversos professores da rede pública: moclate.ro@gmail.com
Confira Nota abaixo:
NOTA DE SOLIDARIEDADE À GREVE DOS TRABALHADORES
EM EDUCAÇÃO EM RONDÔNIA
O Movimento Classista dos Trabalhadores em Educação vem a público se solidarizar e apoiar a luta dos trabalhadores em Educação da rede pública Estadual e do Município de Porto Velho contra as políticas de sucateamento da Educação Pública e frente ao processo de precarização da Educação enquanto um direito social conquistado pelos trabalhadores.
O conjunto de greves dos trabalhadores em Educação põe “em cheque” toda propaganda demagógica de Mauro Nazif (PSB) em Porto Velho e de Confúcio Moura (PMDB) em todo o Estado de Rondônia, que apresentam através dos monopólios de comunicação um mascaramento da realidade das escolas públicas. A quem interessa o desmantelamento da Educação Pública? A resposta é objetiva: às classes dominantes e todos os políticos lacaios e sanguessugas que tratam a educação como mercadoria e a colocam a serviço de seus interesses. Uma das faces do desmantelamento educacional é a desvalorização salarial e as péssimas condições de trabalho.
Nas escolas, os trabalhadores em Educação acabam sendo coagidos a reproduzir manuais e teorias pseudocientíficas, programas com “receitas fabulosas” para aprovação automática ou “aceleração”, que seguem o receituário de organismos internacionais que querem formar mão de obra barata para o mercado de trabalho (“Mais Educação”, “Ensino Médio Inovador”, “Correção de Fluxo Escolar”, “Aceleração”, etc). Programas oficiais impostos e propagandeados como a “salvação” da educação pública, que funcionam em galpões de igrejas ou associações de moradores, salas improvisadas em refeitórios, com “monitores” contratados que não recebem sequer um salário mínimo e não têm formação e o apoio necessário para desenvolver qualquer atividade pedagógica.
A escola está sendo esvaziada de conteúdo e forma-se a cada ano milhares de analfabetos funcionais. As exceções a esta regra perniciosa imposta pelo MEC e Secretarias de Educação de Estados e Municípios, são fruto da luta cotidiana dos trabalhadores em Educação que defendem a necessidade de se difundir o conhecimento universal e uma formação omnilateral.
Em termos estruturais as escolas públicas não oferecem condições de trabalho e mínimas condições de Ensino, faltam profissionais de diversas áreas e a alternativa apresentada pelos governos de plantão é a terceirização, que demandaria a contratação de empresas que na maioria das vezes são de propriedade de apadrinhados políticos (laranjas).
Neste sentido nos somamos à greve dos trabalhadores em Educação e conclamamos a todos a fortalecer, intensificar e radicalizar a greve a partir da base. Compreendemos que a organização das lutas não pode ficar restrita ao interior dos sindicatos, com decisões tomadas somente de “cima para baixo”, o que alimenta a burocracia sindical e uma visão deturpada da base frente aos objetivos da luta sindical e de sua própria participação na luta. Por isso, defendemos a formação de coletivos no interior de cada escola que tenha por objetivo organizar de forma combativa os trabalhadores, rompendo com as direções sindicais oportunistas que vêem na estrutura sindical um mero trampolim político para as próximas eleições podres e corruptas.
Nada neste mundo tem sido fácil para as classes exploradas e oprimidas. Mas somente através desse caminho conseguiremos construir uma escola que não nos trate como meros repetidores de fórmulas prontas e ou de “cuidadores de alunos”. Somente assim, poderemos ter uma escola que sirva aos verdadeiros interesses dos trabalhadores, capaz de transmitir-lhes o conhecimento científico e filosófico historicamente acumulado e de produzir novos conhecimentos necessários para a transformação social e para a construção de uma vida digna e feliz.
Apoiar e defender a Educação Pública!
Viva a luta combativa dos trabalhadores em Educação!
Fortalecer, intensificar e radicalizar a greve!
Rondônia, 04 de junho de 2013.
MOVIMENTO CLASSISTA DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO – MOCLATE
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