Sábado, 13 de julho de 2013 - 05h13
Os secretários municipais da Agricultura e Abastecimento (Semagric), Meio Ambiente (Sema), Serviços Básicos (Semusb) e o Coordenador da Defesa Civil Municipal reuniram-se esta semana, para tratar de ações integradas a serem efetivadas no Parque Natural. “Fechamos um acordo de cooperação para ação integrada no Parque Natural. Nossa principal intenção é o incremento do Viveiro Municipal para que possamos atender a necessidades diferenciadas de cada um desses órgãos municipais”, esclareceu Leonel Bertolin, da Semagric.
Com as ações integradas espera-se da Semagric e Semusb que implementem obras de infraestrutura no local e que a cooperação entre Semagric e Sema forneça suporte técnico por meio de engenheiros agrônomos e florestais e de biólogos que possam promover a constante supervisão do desenvolvimento das mudas plantadas. As mudas poderão atender a arborização urbana e dos distritos e os serviços de reflorestamentos em que a Defesa Civil precise agir para recuperar áreas degradadas por ação erosiva.
Tudo isso passa a ser centralizado no Parque Natural, que já começou a receber o plantio de cacau, por parte da Semagric. “Já queremos logo iniciar também o plantio de mudas do café clonal e de eucalipto, além do cacau. A intenção é atender a necessidades de muitos agricultores. Também queremos desenvolver a plantação do Nim, que é uma erva adequada para o controle biológico de plantações, pois ela forma uma barreira natural de proteção contra pragas”, Esclareceu o secretário.
O Parque deverá continuar cumprindo a função de ser uma oferta de lazer para a população, contudo, tendo em vista a extensão da área, o Viveiro Municipal pode ser desenvolvido no local sem que as intenções se choquem e exista perda de espaço ou de qualidade para os serviços.
De acordo com o secretário da Semagric, a iniciativa de montagem do Viveiro Municipal pode ajudar a alavancar a economia familiar rural ao mesmo tempo em se produz árvores para reflorestamento e arborização urbana. “Queremos plantar organizadamente para atender à cada realidade. De forma que a arborização urbana possa ser empreendida pela Sema e também tenhamos disponíveis árvores para cooperar com as necessidades da Defesa Civil quando precisar agir em favor da recuperação de áreas desgastadas por efeito erosivo. Estaremos, dessa forma, reflorestando adequadamente e, ao mesmo tempo, fomentando a agricultura. Essa ação pode ser vista como um importante passo para que tiremos Porto Velho da chamada zona do Arco de Fogo, já que temos sido vistos como um município em que acontecem muitas queimadas e derrubadas de floresta. Esperamos ver Porto Velho enquadrado como Município Verde”, finalizou Bertolin.
Fonte: Renato Menghi
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