Domingo, 10 de fevereiro de 2013 - 08h12
O senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), que no início da semana visitou Porto Velho em plena campanha eleitoral para a sucessão do Grão Mestre da Obediência Maçônica GOB (Grande Oriente Brasil), afirmou que, além de cumprir sua agenda maçônica, também, mesmo afastado do Senado, cuidava de outra questão que, para ele, é das mais relevantes para o futuro do se
u estado, de Rondônia e da Amazônia, que se trata da conclusão da rodovia BR-319, que liga as cidades de Manaus (AM) a Porto Velho (RO). Segundo o parlamentar, as divergências entre o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) têm impedindo a finalização das obras de revitalização da rodovia, porém, o cerne da paralisação tem sido de fato a pressão de ONGs que estão prestando um desserviço ao país em nome do meio ambiente.
Falta uma política nacional de defesa e desenvolvimento da região
Reclamando que falta ao governo brasileiro uma estratégia nacional sob o ponto de vista do desenvolvimento e da defesa de seu território, o senador Mozarildo, que é presidente da Subcomissão Permanente da Amazônia e da Faixa de Fronteira, afirmou que a Amazônia, com sua extensa faixa de fronteira, representa 2/3 do Brasil, porém, apesar de se “Tratar do filé do País tem sido tratada como se fosse o quintal” justamente pela falta de uma política nacional de defesa da região e, neste sentido, acentuou que “A Amazônia Ocidental é mais relegada ainda” e o que se observa é o completo descaso em relação aos problemas econômicos e sociais regionais o que se reflete, principalmente, na infraestrutura. Até “Criaram a Amazônia Legal, como se houvesse a ilegal, mas, este artifício serviu para beneficiar e direcionar as verbas públicas em especial para o Maranhão e o Mato Grosso”.
Sob este ponto de vista a conclusão que se arrasta por mais de dez anos da BR-319 é muito representativa da ausência de prioridade e de políticas públicas, de vez que se trata de uma estrada concluída na década de 70 que, por inépcia, deixaram deteriorar. Para reconstruir o que existia, então, o Ministério dos Transportes, via DNIT, injetou, nos últimos dez anos, quase meio bilhão na reconstrução da rodovia. O problema, segundo Mozarildo, estaria no trecho central, que corresponde a 405 quilômetros de estrada intrafegáveis. O licenciamento ambiental para as obras na região não foi liberado pelo Ibama, o que, na avaliação do senador, trata-se de uma incoerência do governo e um crime contra o contribuinte, pois, “De um lado o governo libera recursos, do outro lado o governo via Ibama impede a construção. O Brasil vive esses paradoxos que não dá para entender”. E o argumento ambiental padece de todos os males, além de ser uma estrada que já existia, se “A preocupação com os animais é justa, com as árvores é justa, no entanto, a preocupação com o homem deve ser maior”. E sublinhou que se trata de uma estrada fundamental para a integração latino-americana e a única via de acesso, por terra, de Roraíma ao restante do País. Segundo Mozarildo, é urgente a necessidade de encontrar uma solução e que, tão logo, retorne ao Senado vai realizar uma audiência pública na Subcomissão Permanente da Amazônia e da Faixa de Fronteira, com as presenças dos ministros dos Transportes, da diretoria do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e de governadores da região para acelerar a reconstrução de uma estrada essencial para o País e para a Amazônia.
Fonte: Ascom/Fecomércio
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