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TRT-14 realiza evento e chama atenção para sinais silenciosos da violência contra a mulher

Conduzido pela delegada da Polícia Civil de Rondônia, o evento destacou sinais de alerta, apoio às vítimas e caminhos para romper o ciclo da violência.


TRT-14 realiza evento e chama atenção para sinais silenciosos da violência contra a mulher - Gente de Opinião

Com o objetivo de conscientizar, prevenir e combater a violência doméstica e familiar contra a mulher, o Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região (RO/AC) promoveu um evento aberto ao público nesta sexta-feira (27). A iniciativa reuniu a delegada da Polícia Civil, com atuação no Departamento de Flagrantes (DEFLAG) e psicóloga, Adriana Parente, e um público composto por mulheres e homens, um momento de escuta, orientação e fortalecimento da rede de proteção, demonstrando que informação e acolhimento são fundamentais para salvar vidas.

A abertura do evento foi conduzida pelo presidente do TRT-14, desembargador Ilson Alves Pequeno Junior, que destacou a importância do programa Um Sinal, Uma Vida, coordenado pela Secretaria da Corregedoria Regional. O programa atua na prevenção da violência, oferecendo apoio às vítimas, promovendo ações educativas e fortalecendo parcerias institucionais.

“Buscamos não apenas acolher, mas também agir de forma preventiva, com capacitação da rede de atendimento e medidas de segurança, inclusive no ambiente digital”, ressaltou o desembargador. Ele também reforçou o compromisso institucional com a defesa dos direitos fundamentais e o combate a todas as formas de violência e discriminação contra a mulher. Durante sua fala, o presidente apresentou a campanha A Violência Não Espera, desenvolvida pela Coordenadoria de Comunicação Social, que evidencia a urgência do tema.


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A palestra conduzida pela delegada da Polícia Civil, Adriana Parente, abordou o conceito de violência doméstica previsto na Lei Maria da Penha, que define a violência como qualquer ação ou omissão baseada no gênero que causa sofrimento físico, psicológico, sexual, moral ou patrimonial.

Com uma abordagem sensível, a especialista explicou o conceito previsto na Lei Maria da Penha, que define a violência doméstica como qualquer ação ou omissão baseada no gênero que cause sofrimento físico, psicológico, sexual, moral ou patrimonial.

A delegada destacou aspectos sociais e emocionais que influenciam a permanência de mulheres em relações abusivas. “Medo, vergonha e constrangimento ainda representam barreiras significativas. Além disso, os agressores frequentemente constroem uma imagem social de “parceiros ideais”, dificultando o reconhecimento da violência e a busca por ajuda”, ressaltou.

Um dos temas de maior destaque foi o gaslighting , uma forma de violência psicológica que envolve uma manipulação constante da vítima, levando-a a duvidar de si mesma. “É fundamental não julgar a mulher que enfrenta essa situação. Esse tipo de abuso fragiliza emocionalmente e dificulta o rompimento do ciclo de violência”, alertou a delegada.

Adriana Parente também abordou sinais de dependência emocional, como isolamento, insegurança, necessidade constante de aprovação e medo da solidão, que mantêm a vítima presa à relação abusiva. Outro ponto relevante foi a desconstrução de mitos sobre a violência doméstica, como a ideia de que ela ocorre apenas em determinados contextos sociais ou que a vítima permanece na relação por escolha. Segundo a palestrante, essas considerações prejudicam o acolhimento e perpetuam a violência.

Como caminhos para a superação, foram apresentados passos essenciais, como reconhecer os padrões de abuso, restabelecer a confiança na própria percepção, impor limites, buscar apoio e investir no autocuidado e na autonomia.

O evento reforçou a importância de uma rede de apoio ativa e humanizada, na qual a vítima seja acolhida, ouvida e respeitada, sem julgamentos. Instituições públicas, serviços de saúde, familiares e amigos têm um papel fundamental nesse processo.

Ao final, o público participou ativamente, compartilhando experiências e levantando questionamentos, em um momento de troca que ampliou a reflexão coletiva sobre o tema.

Para o presidente do Tribunal, a iniciativa reafirma o compromisso do TRT-14 com a promoção dos direitos humanos e o enfrentamento à violência de gênero, reforçando que a conscientização é uma das principais ferramentas para transformar realidades e proteger vidas.

Principais canais de denúncia em caso de violência doméstica:

190 – Polícia Militar (emergência)
197 – Polícia Civil
180 – Central de Atendimento à Mulher (ligação gratuita e nacional)
WhatsApp Polícia Civil: (69) 98439-0102

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