Terça-feira, 20 de novembro de 2012 - 20h08
Frase do Dia:
“O estado laico é a garantia da liberdade religiosa”. – Senador Roberto Requião
I-Sujeira braba
Fim do período escolar, hora dos estudantes fazerem festas e se forem cívicas, melhor ainda. O movimento estudantil vai engrossar o caldo e se juntar aos que cobram da deputada Ana da 8 o pagamento de suposta dívida de campanha. Como os estudantes não têm porque cobrar o “beiço” da Ana vão na carona para cobrar punições concretas e severas contra os “malinos da Termópilas”. A juventude quer levantar o tapete e espera nosso apoio, pois há muita sujeira embaixo. Para limpar basta vontade, sabão e água, mas no caso Termópilas, a demora e o mau cheiro dizem que o ideal é jogar fora a água, o sabão, o tapete e os donos.
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II-E o resto da Termópilas?
A rádio corredor na ALE e o pau do fuxico nas redações, tratam 24 horas por dia do que falta e do que ainda virá da Termópilas (Ouça AQUI, discurso de Hermínio Coelho nesta terça-feira na ALE-RO). Em recente reunião dos chefes de poderes, a simples menção de que existem velhos documentos inéditos que poderiam ser utilizados, teria sido suficiente para baixar a fervura entre os presentes. A informal “rádio peão” pode não ter credibilidade, porém das suas ondas saem informes conhecidos de todos. Acreditar em tudo não, apesar dos dois lemas que a caracterizam e que fazem referência a verdades implícitas: “onde há fumaça há fogo” ou a mais velha, “aquilo que o povo falar, ou foi, ou é ou será”.
III-Maleta mágica
Entre novembro de 2011 a novembro de 2012, mais de 9 mil linhas de aparelhos celulares foram detectadas em presídios estaduais brasileiros por meio de uma maleta eletrônica que custa mais de R$ 1 milhão e que pertence ao Depen. Creio que depois dessa notícia, nossos hipercriativos congressistas vão dar uma “azia monstra” por emendas para a compra das tais maletas que custarão aproximadamente R$ 3 milhões cada. Quem não conhece tecnologia de ponta vai ser contra e dizer que o ideal e o mais barato é impedir que o celular entre na cadeia. Coisa de atrasados ou melhor, desses “malas” que acham que mala é só para viajar.
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IV-O ovo da serpente
A violência indiscriminada em São Paulo avança. Em Santa Catarina já chega a 16 municípios e no Rio continua endêmica assim como nas grandes cidades brasileiras. Quem acompanha o crescimento do crime organizado no Brasil vê que a cultura do CV no Rio de Janeiro e do PCC em São Paulo fez escola e tende a se espalhar. Quando o país escolheu separar o sistema de polícia do sistema prisional, dar às polícias atividades distintas sob único comando e manter a hierarquia militar como característica principal das PMs, esqueceu de olhar o futuro. O ovo da serpente não estava no CV, PCC ou presídios. Sempre esteve e foi chocado no estado.
V-Controle de ofídios
Em 2010 autoridades florestais da Flórida anunciaram uma temporada especial de caça às cobras na região dos pântanos para conter a superpopulação. Solução extrema para situação extrema. O sistema prisional do país com seus celulares, “jumbos”, conselhos, visitas íntimas e mudança de presídios para presos problemas não é solução, como também não o são a PM e a Civil sob um só comando ou os agentes penitenciários como guarda-presos, ou prisões como depósito de presos. Para situações diferentes, soluções diferenciadas. As regras para controle de ratos são diferentes daquelas usadas para controlar cobras e é necessário olhar isso como tarefa de estado. Ou isso ou é melhor aumentar o estoque de soro anti-ofídico.
VI-O estilo Marco Aurélio
O ministro Marco Aurélio do STF foi direto depois de liberar o governador Marcondes Perillo do PSDB de depor à CPI do Cachoeira. “Nada impede que o relatório final da CPI diga que existem indícios de que o governador cometeu crimes e mande para a foro competente, no caso o STJ. A CPI pode indicar qualquer um, até mesmo o presidente da República, o que não dá é para olvidar que temos uma federação e que um órgão federal não pode convocar um governador de Estado. Ele pode até ser convocado pela assembleia legislativa, mas não pelo Congresso Nacional". O ministro diz que o "indiciamento", pela CPI, é "ficção jurídica", pois só é formalmente indiciado quem responde a inquérito na justiça. E vai assim o instituto da CPI perdendo força e função. E vamos deixar combinado: não é culpa do Poder Judiciário.
VII-Saindo de cena
As últimas notícias dão conta que o ex-quase-futuro presidente do Brasil Zé Dirceu está na Bahia e que ganhou um almoço de solidariedade. Bom apetite. De certo mesmo é que ele vai parar na cadeia como qualquer condenado. Da minha parte, se é por falta de adeus, passem o cadeado e para não dizer que o esqueci, sirvam a sobremesa. Espero publicar um dia que ao menos parte do dinheiro que ele meteu a mão, volte aos cofres públicos. Não dá para ficar incensando quem morreu politicamente como é seu caso. Dirceu ganha almoço, afago e vive esse momento fugaz. A fama dura muito pouco. O ostracismo dura um pouco mais.
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VIII-Fechado para balanço
Agora é a fome com a vontade de comer. A área de segurança pública não está funcionando a pleno porque o estado passa por um momento de dificuldades financeiras. Como o estado parou, a polícia aproveita e para também. O estado precisa de mais dinheiro para manter a polícia atuando. A polícia quer mais dinheiro para parar a greve. Impasse que só se resolve com muita conversa e muito dinheiro. O problema é que a greve é um movimento indicativo de que a conversa falhou ou travou. O estado não tem o dinheiro que os grevistas querem e os grevistas podem até voltar ao trabalho, mas estarão numa espécie de greve funcional, se assim podemos chamar a paralisação das atividades pela falta de dinheiro do estado. Cruel!
IX-Uma lição que vem de Brasília
O sistema de transporte público de Brasília tem de quase tudo: desde vans até metrô. Mas é no serviço de ônibus que está o grande problema de 2.5 milhões de moradores. A resistência desse foco de corrupção encravado na “Ilha da Fantasia” dura meio século sem alteração. “É inaceitável que em 50 anos não tenhamos conseguido fazer uma única concorrência para o transporte coletivo de Brasília”, diz Agnelo Queiroz, governador. Durante a campanha para prefeito de Porto Velho todos os candidatos, Mauro Nazif inclusive, prometeram quebrar o monopólio do setor. É possível, é desejável, mas aviso que o buraco é mais embaixo.
X-Papo com Zé de Nana
X1-Agora vai: em 10 dias os viadutos de Porto Velho estarão prontos. Com ou sem Natal.
X2-Agora vem: como sem falta no dia 25 de dezembro, haverá Natal. Com ou sem viadutos.
X3-Agora virá: a partir de 1º de janeiro as velhas alagações. Com ou sem prefeito novo.
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