Terça-feira, 10 de fevereiro de 2026 - 07h06

A retirada dos garimpeiros de cassiterita desde a selva, por adesão deles mesmos ou por ordem militar gerou, especialmente para Porto Velho, dias de tensão e medo, ainda mais porque a disponibilidade de meios humanos e materiais para atender às necessidades da nova situação eram praticamente mínimas.
De maneira geral pode-se dizer que foi uma decisão de cima para baixo, tomada em Brasília sem que na execução houvesse as condições, tanto sociais quanto de segurança.
Ouvi de muitos que viveram aquele tempo que além do comércio, pais de famílias temiam por suas filhas, comerciantes por seus bens, e, até, devido à vinda de garimpeiros sem qualquer condição de autossustentação, o que gerou um clima de cidade sitiada.
Pressionado pelo caos, o governador Marques Henriques ´proibiu familiares de sair de casa, conforme narrou o seu filho João Carlos Marcos Henrique Neto, em 1970 um adolescente, em depoimentos ao historiador Anísio Gorayeb Fº e ao jornalista Montezuma Cruz. “Disseram que os garimpeiros viriam saquear a cidade”.

Marques Henrique Neto contou. “Minha mãe não me deixou sair de casa. Fiquei na barra da saia dela pela ameaça da invasão. Eles eram milhares”. Anísio Goraieb acrescentou: “Eu e ele éramos colegas e gostávamos de brincar juntos, mas naqueles dias tudo parou”.
Membro da primeira Câmara de Vereadores de Porto Velho desde seu fechamento na década de 1920, o vereador e jornalista Edgar Lobo de Vasconcelos lembrava que jornais do Rio de Janeiro e São Paulo mandaram repórteres para fazer a cobertura da saída dos garimpeiros foram encontrar o governador Marques Henriques aguando plantas no entorno do Palácio do Governo.
Naqueles dias, uma caçamba conduzindo garimpeiros para embarque em aviões rumo a suas cidades, numa curva da estrada velha do aeroporto derrapou na pista de cascalho e capotou fazendo muitas vítimas.
Foi a “Caçambada dos Garimpeiros”.
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