Sexta-feira, 3 de maio de 2019 - 06h05
O que era para ser um local de lazer público, de orgulho para o morador de Porto Velho e cartão postal da capital está transformado num espaço sem lei, onde especialmente durante a noite e a madrugada – principalmente de sexta a domingo, parques infantis, botecos de bebidas diversas, motos com descargas abertas e ultrapassagens perigosas, mesmo nos horários em que só uma faixa da pista está disponível para o tráfego.
Some tudo isso à falta de fiscalização (inclusive à venda de bebidas), a omissão de agentes municipais de trânsito e da Polícia Militar idem idem, o excesso de cães circulando entre os que se arriscam a buscar o lazer ali, onde a cada vez o perímetro que seria utilizado pelo cidadão está ocupado por rodas de bebidas, comidas de todos os tipos – e sabe Deus como são manipuladas, o que denota mais um órgão ausente, chamado “vigilância sanitária”.
É apenas um quadro pequeno da situação em que se encontra a obra, destinada ao lazer e ao convívio social, construída no governo Confúcio Moura, o Espaço Alternativo, construção que, aliás não chegou ao fim porque, dentre outras coisas, falta acabar o estacionamento, no piso e na iluminação. Aos finais de semana, à noite, quando o Espaço recebe dezenas de milhares de pessoas, aí a baderna toma conta.
Ano passado procurei as assessorias de comunicação do governo, do DER e da prefeitura pedindo informações sobre a quem estaria competindo a administração do Espaço. Não tive resposta. “Quem quer vem, instala sua barraca e vende o que quiser”, me disse no último domingo um vendedor de “cerveja suja”, acrescentando que “pelo menos comigo foi assim”. Ele conta, como outros que basta chegar e armar sua arapuca. Numa autêntica “terra sem lei”, enquanto isso a cada final de semana os espaços destinados ao lazer da população, numa cidade de praticamente nenhuma outra opção.
(Voltarei ao assunto)
GAROTO, MENINO, JOVEM.....
.... e matou um professor. Segundo o noticiário, que trata dessa forma o autor do crime, ele teve a frieza não só de atirar pelas costas na vítima mas, ainda não satisfeito, aplicou-lhe o coup de pitié. Com 17 anos e já podendo colocar em seu “currículo” um ato pelo qual, conforme a legislação vigente no país, não irá a julgamento popular e, completada a maioridade, sua ficha delituosa. Igual a qualquer jovem da mesma idade cuja única entrada em órgão policial tenha sido para tirar sua RG. Como acontece muitas vezes, sempre a lei bancando o lado errado.
IFRO
Tem um balcão de concreto na guarita de acesso do IFRO/Calama que já causou prejuízo a muita gente. Só este ano três carros já acabaram com suas latarias ali. A informação foi de uma funcionária do próprio IFRO que, como outros, considera aquela armadilha inteiramente desnecessária.
CADÊ A SUPERVISÃO?
Ou coisa similar. Em escolas públicas e privadas, pessoas travestidas de professores praticam ideologia de gênero, fazem proselitismo político, mas quem tem o dever de gestão escolar parece não cumprir suas obrigações profissionais. Ou será compadrismo ou irresponsabilidade?
SARAU
Francisco Chagoso, presidente da Academia de Letras de Rondônia
Dia 9, quinta-feira que vem, a ACLER realiza na sede social do Sindsef um sarau, com programação bem vasta, incluindo “poesia no varal”, show musical e muita discussão sobre literatura e cultura. Informações com acadêmica Carminda pelo zap 99299 5400.
HISTÓRIAS DO LÚCIO
O que dá trocar o “C” pelo “G”
Quando eu era garoto havia um personagem das estórias em quadrinho chamado Hortelino Troca Letras, sofria de “Dislalia” - do grego dys + lalia, que se caracteriza pela dificuldade em articular as palavras (https://www.clubedafala.com.
Errar escrevendo, ou falando, quem não o faz, daí talvez que o redator do jornal de uma cidade mineira também não deve ser crucificado pela troca da letra “C” pela “G” na manchete principal do referido hebdomadário (traduzindo: semanal).
Agora, que ficou interessante não há dúvidas, porque a matéria era sobre campanha de vacinação e o título da capa do referido saiu da forma seguinte:
“Prefeitura garante que não vai faltar VAGINA”.
Na cidade, até por falta de assunto muitos marmanjos se ouriçaram com a chamada, mas o vigário, com certeza, deve ter sido perturbado por fiéis.
P.S. No extinto jornal O Guaporé, aqui nestas terras tupiniquins, como chamava o jornalista Juvenal que alguns lembram pelo nome Jorcêne Martinez, publicou uma manchete chamando de “Caralho” (*) um camarada cujo sobrenome era Carvalho. Deu uma confusão porque o dito cujo era um figurão local e foi tomar satisfações. No dia seguinte com a nota pedindo desculpas, nova confusão porque a edição saiu outra vez com o nome comum com que muitos identificam a parte externa do aparelho genital masculino.
(*) Segundo o Dicionário online de Português trata-se de um vocábulo “interjeição e substantivo masculino”
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