Segunda-feira, 4 de março de 2019 - 09h09

Não tenho, nunca tive e nem pretendo ter filiação partidária. Quem me conhece sabe que eu nunca me posicionei a favor de Lula (até quando encaro um prato de frutos do mar descarto os pedaços de tal “iguaria” por achar de péssimo gosto), e só uma vez votei num candidato do PT, na primeira eleição da minha ex-colega de aula Fátima Cleide ao Senado.
Tenho dito, e até escrito, ser contra o excesso de direitos atribuídos a quem esteja preso e condenado, e ainda no último comentário postei sobre a liberação do presidiário Lula (mas, tantas facilidades a ele concedidas em relação a outros presos comuns, em seu caso nem tanto “preso comum”) para que ele fosse prestar homenagem a um neto falecido.
Sobre sua liberação: Será que outros presos comuns já tentaram ir a sepultamentos, e conseguiram nas condições de Lula? Deslocamento em helicópteros, avião do Estado, escolta; quanto o contribuinte pagou para isso? Será que helicópteros e o avião, esse num transporte interestadual, não estariam sendo mais necessários em outras ações, até de socorro a vítimas?
Ora, perguntará o leitor: “Por qual razão, se você faz todas essas considerações, o título do comentário alega que, mesmo não sendo eleitor do Lula, você condena? O que você condena?”
Condeno os que parecem ter tido prazer em saber da morte de uma criança, neta direta, conforme ouvi, não de Lula, mas da falecida esposa a quem, em seu depoimento perante o então juiz Sérgio Moro, Lula buscou direcionar responsabilidades pelas quais a falecida já não poderia se defender. Dizem que advogados são para orientar clientes, então.....
Logo após a notícia da morte da criança, oficialmente em razão de uma doença muito perigosa, as chamadas “redes sociais” começaram a fazer circular notas relacionando suposta ação de Lula, então presidente, com o mal que vitimou o garoto.
Repito: nunca votei em Lula, sempre critiquei atos dele, quando os entendi errados, mas condeno o uso de uma tragédia em postagens internéticas que pretendem induzir ser ele, de alguma maneira, responsável pela tragédia.
Qualquer pessoa que tenha um pouco de coerência não poderia produzir, e muito menos multiplicar, aquelas insinuações ainda que seja verdadeira a hipótese de que Lula possa ter tido responsabilidade no caso. Aproveitar de uma tragédia familiar, especialmente da morte de uma criança, para fazer proselitismo político é, em meu entendimento, fato absurdo e condenável.
Ainda que realmente ato seu como presidente possa ter de alguma forma gerado o que aconteceu com o menino, ainda assim, num momento de tanta dor, é de uma grosseria imensa fazer ou multiplicar aqueles comentários – dos quais recebi muitos, e deletei.
Pior de tudo algumas das pessoas que mandaram tais mensagens se autoproclamam cristãs, uma delas de uma religião não cristã. Aqui fica a pergunta: até que nível vai durar tal situação onde até uma morte, nas condições daquela criança, possa gerar algum tipo de satisfação a alguém?
Não tenho dúvida: quem, como eu, entenda que aquelas postagens foram muito além da coerência e do respeito à dor dos outros, e que, também, como eu, não aprove o comportamento ético do “avô” ou similar, ainda que não entenda por que há situação de privilégios e despesas públicas que acabam fazendo dele um preso comum nada comum mas, sim, com regalias, ainda assim, face ao fato gerador da crônica, certamente, como eu, também condena tais postagens.
Se quisermos mesmo passar o Brasil a limpo, já é passada da hora de mudarmos conceitos e deixarmos de lado “bandeiras” que só prejudicam o interesse maior da população que, repito, considero absurda a estrutura (leia-se “despesa”) concedida a um preso comum para que se fizesse cumprir uma lei discutível, então é tempo mais que devido para mudar.
Considere-se dito!
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