Segunda-feira, 20 de outubro de 2014 - 15h11
Lúcio Albuquerque
“Lúcio, como eu voto?”
A pergunta foi-me feita por um conhecido, preocupado com a disputa íntima entre a chamada “fidelidade partidária” e a própria consciência. Preferi alongar a conversa para poder, pelo menos, entender a razão da pergunta, haja vista conhecer bem, e há muito tempo, o “perguntante” e sabê-lo filiado a uma sigla política até por razão de descendência – sua família é “pele-curta” e o pai foi um dos fundadores do MDB, um dos dois partidos “autorizados” no período 1967 a 1980.
Ele explicou: “Sou de família pele-curta (*), sou membro do PMDB, meu pai foi fundador do partido, mas estou pensando seriamente se fico com a fidelidade ou voto com a minha consciência para presidente, porque tenho refletido muito sobre essa questão. Por mim eu votaria contra a fidelidade”.
“Ser ou não ser, eis a questão (no original em inglês: To be or not to be, that's the question, frase em Hamlet, de William Shakespeare)”. É o drama que meu amigo está vivendo, o que acontece comumente a cada um de nós quando temos de escolher entre dois caminhos, mais especificamente se temos de definir o lado dentro do princípio da amizade ou do correto
Não é o primeiro questionamento que me é feito por pessoas – inclusive algumas cabeças coroadas - e que sempre falam a mesma coisa: a obrigação partidária batendo de encontro a uma análise feita em derredor das questões que levam o cidadão a pensar para que lado vai o seu voto.
De minha parte, a questão de “para quem vai meu voto” sempre considerei da mais valia. Afinal meu voto é um cheque em branco, ao portador, com duração de quatro anos – no caso do Senado por oito anos, que estarei entregando a uma pessoa da minha escolha para defender meus direitos e me representar em decisões que irão influenciar diretamente a minha vida, da minha família e da comunidade em que eu viva.
Talvez por eu nunca ter assinado ficha de filiação a qualquer partido político sempre decidi assim. Ou porque eu seja politicamente incorreto e sempre decido por mim mesmo sem me preocupar em votar com o que tenha mais chances de ganhar ou o que me impingem.
A definição de a quem vou dar meu voto passa por uma análise. Já assessorei uma campanha em que eu disse a quem me contratou que não votaria no candidato de seu interesse, mas como fui contratado fiz meu trabalho e, creio, o fiz bem porque fui novamente convidado pelo mesmo segmento a trabalhar em duas outras campanhas.
Daí que a única sugestão que tenho oferecido a quem me questiona é uma só: Vote com a consciência.
(*) – Pele-curta – grupo político, adversário do “cutuba”, que se revezaram na política local no período 1947 a 1970, mas cujos reflexos ainda acontecem hoje.
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