Porto Velho (RO) quarta-feira, 1 de abril de 2026
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Gente de Opinião

Lucio Albuquerque

Um Natal bem diferente


 
Lúcio Albuquerque, repórter

Pelo que sei o principal personagem desta minha história de Natal já nem mora mais aqui. Há uns oito anos que sumiu do meu radar. Mas aconteceu na noite de natal de 1979, quando o ALTO MADEIRA funcionava em frente à Praça Jonathas Pedroza.

Antes de continuar, uma explicação: já passei natal de muitos jeitos, inclusive fazendo matéria sobre como era a “noite de natal” num Pronto Socorro, atolado na BR-364, numa lancha amarrada numa árvore para que o temporal não a afundasse, por aí. Nesse caso foi dessa maneira:

A família tinha ido passar o final de ano em Manaus e eu fiquei por aqui, trabalhando. Tinha uns convites para “passar o natal” em casa de alguns conhecidos, mas optei por tomar um lanche e, depois, levar um lanche para o “Seu” Boy, nosso impressor e seu auxiliar do qual já não lembro mais o nome.

Cheguei lá por volta das 23, bati papo com os dois, o “Seu” Boy disse que já ia acabar, acabou, lancharam, ele fechou a porta do jornal e foram os dois embora. Eu fiquei sentado na praça e quando começaram os fogos resolvi dar uma volta pela cidade. Entrei no carro e acessei a Sete de Setembro lá pela Farqhuar.

A sorte é que eu ia, creio, que a uns 30 por hora, quando vi um cara saltar na frente do carro, gesticulando, gritando e pensei que era um bêbado. Já ia desviar pensando ser um bêbado, quando vi uma mulher perto dele, segurando uma barriga enorme. Parei.

“Me ajude. Minha mulher tá tendo o menino. Eu preciso chegar na casa da tia dela que é parteira”. Botei os dois no carro e fomos no rumo do Bairro Santa Bárbara, num lamaçal de fazer inveja ao que era, então, a BR-364.

A tia parteira estava festejando o Natal. Os dois desceram, eu ainda comi um pedaço de bolo e ia saindo quando uma mulher, que depois soube ser a mãe (agora avó) da grávida. “Fique. Vamos festejar. Meu neto nasceu graças ao senhor”. Agradeci, mas como não sou afeito a homenagens, fui embora.

Dias depois o pai me procurou no jornal. Contou que o garoto estava bem e que o nome seria Lúcio – não me convidou para padrinho porque já haviam decidido por um parente. Depois, durante muitos anos, sempre nos encontrávamos. Até que sumiram, os pais, a criança.

Bem, um Bom Natal para todos! E um grande 2017 de muitas realizações!!!!!!

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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