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Sergio Pires

Opinião de Primeira - 09/08/13


NO ULYSSES GUIMARÃES, UMA SÍNTESE DO ABANDONO

Quando a população vai às ruas para protestar, há quem não compreenda exatamente o que está acontecendo. Mas, tanto nessas terras de Rondon quanto em várias regiões do país, a ausência do poder público é tão explícita que por si só já seria motivo claro para tantos protestos e manifestações. Peguemos um microorganismo deste país, para mostrar claramente como a falta de apoio de alguns setores da administração prejudicam uma coletividade inteira. O exemplo vem do bairro Ulysses Guimarães, em Porto Velho. Ali,  as pessoas trabalhadoras e que tanto sofrem,  não saem mais às ruas. Não há um pingo de segurança. Comerciantes foram assaltados dez, 20 vezes. Professores que  deixam seus carros estacionados para dar aulas, ao voltarem encontraram seus veículos arrombados e pertencentes levados. Médicos e enfermeiros não querem trabalhar no posto de saúde porque temem até por suas vidas. Os Correios deixaram de atender, porque há perigo em plena luz do dia. A Delegacia do bairro está em obras, mas elas estão paradas há sete meses. O posto policial é só figura decorativa (foto). O desespero é sentimento comum. Menos entre os  bandidos, é claro, porque eles se esbaldam e agem sem serem incomodados.

Sem policiamento algum, como vive uma comunidade inteira? Vive no medo.Vive no susto. Vive no pânico. Pergunta-se: mas ali não moram cidadãos e cidadãs decentes, trabalhadores, que pagam seus impostos? As respostas para todas essas perguntas é sim, obviamente. Mas então, porque o poder público, sabendo de tudo isso, não faz seu papel e enche o Ulysses Guimarães de policiais e viaturas para proteger a população? Ah, aí a coisa complica. Não há respostas claras. Não há soluções à vista. Não há esperança. Daí, quando as massas vão para as ruas, ainda há quem pergunte: mas o que quer essa gente?

 

AGREGADOS

Transporte de combustível corre risco e caminhoneiros ameaçam não permitir que os postos do Estado sejam abastecidos. Confusão é em função de acordo da Petrobras com nova empresa transportadora, que proibiria os chamados “agregados”, que ficariam sem seus empregos. A situação é tensa. Mais ou menos como está ocorrendo com os vigilantes, cujas empresas são contratadas pelo Estado e os contratos não serão renovados. Desemprego é ruim para todo o mundo. Tem que se encontrar soluções.

PAUTA POSITIVA

Criar uma pauta positiva e torná-la prioridade, mudando o foco das atenções,  é uma das formas da Assembleia Legislativa começar a se mexer para sair do atoleiro das questões negativas que a envolve. Um passo importante já foi dado. Parceria entre o Parlamento rondoniense e a Prefeitura da Capital, fornecerá técnicos e apoio para que o município possa tocar grande parte de suas 54 obras que estão paralisadas. O acordo foi firmado entre o presidente Hermínio Coelho e o prefeito Mauro Nazif.

ROTA DE COLISÃO

Há algum tempo atrás, o deputado Neodi Carlos e o presidente do PSDC, Edgar do Boi, eram figuras inseparáveis. Edgar foi inclusive o chefe de gabinete, quando Neodi presidiu a Assembleia Legislativa. Agora, o quadro mudou. Os dois estão em rota de colisão.  Edgar anda falando mal do ex-amigo e Neodi acusa o presidente do PSDC de gerir a sigla nanica apenas para seus próprios interesses. Estão agora cada um em uma trincheira diferente.

OPOSIÇÃO

Aconteceu o que poucos acreditavam, pelo menos entre os nomes tradicionais da medicina rondoniense. A oposição ganhou as eleições para o Conselho Regional. Por apenas 20 votos, mas ganhou. O sindicato, que estava nas mãos do mesmo grupo há muitos anos, não acreditava que pudesse haver uma mudança tão radical de rumos. Na madrugada de terça, quando saiu o resultado, houve quem não quisesse acreditar. Mas era verdade. O CRM trocou de mãos. Um novo grupo estava chegando para tomar o poder. Foram eleitos 20 conselheiros do grupo da oposição e eles é quem vão definir a composição da nova diretoria.

FEIRAS E PERDAS

Entre outras cidades rondonienses, Ji-Paraná, Ariquemes e Rolim de Moura realizaram grandes feiras agropecuárias. Agora, está  acontecendo a de Ouro Preto. Grandes eventos, que movimentam a economia das regiões onde as feiras são realizadas. Enorme concentração de público, que prestigia em massa um acontecimento como esse. Lamentavelmente, Porto Velho mais uma vez fica fora do calendário das feiras. É uma das maiores produtoras de soja, tem o maior rebanho bovino do Estado e, no final das contas, não dá valor ao agronegócio, porque a Expovel, ao que tudo indica, morreu e foi sepultada. Uma pena e um enorme prejuízo para  a Capital e toda a região.

CAUSA ABSURDA

É sempre bom lembrar que o deputado ficha limpa Ribamar Araújo, foi julgado também no pacotaço de denúncias da Comissão de Ética do PT, que pedia a expulsão de vários membros do  partido  e uma penalização a ele. O grande crime de Ribamar, para seus colegas de partido, foi ignorar o fechamento de questão do PT em apoio à eleição de Valter Araújo. Na hora de votar, Ribamar se retirou da sessão. O PT queria puni-lo por isso. Não é um negócio de doido?

PERGUNTINHA

Quando se saberá todos os detalhes da roubalheira e a fortuna real desviada nas obras do metrô e ampliação dos trens paulistas, nos governos tucanos?

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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