Quinta-feira, 20 de março de 2025 - 10h52
Hoje,
no Facebook, o Lito Casara colocou um post onde lembra que, neste 20 de março,
completa 85 anos da morte de Américo Casara, que aconteceu no já distante 20 de
março de 1940. Américo Casara foi um homem notável, e não apenas por ter sido o
primeiro dos Casaras, na verdade o patriarca e iniciador da saga da tradicional
família em Rondônia, mas, principalmente por sua maravilhosa história de vida.
Bastaria para ver o quanto isto é verdade citar que sendo descendente de uma
família tradicional italiana com ascendência em Los Angeles, se formou como
arquiteto no Instituto Politécnico de Turim, um dos mais importantes da Itália
e, depois, foi pós-graduado em Ciências Sociais e Políticas pela Universidade
de Oxford, e, pasmem, em 1900, migrou para a lecionar na Universidade Católica
de Quito, no Equador. Nesta cidade, depois que um grande incêndio destruiu
Quito, foi o seu reconstrutor elaborando o Plano Diretor da cidade. Sua vida na
Colômbia já mereceria um romance pelas idas e vindas, porém, fez história
também em Iquitos e um aventureiro, uma alma inquieta tinha o sonho de possuir
um seringal, de extrair borracha. E atrás deste sonho, mesmo casado e com
filhos, se embrenhou pela floresta amazônica em busca de onde se estabelecer em
cima de um burro, a pé e de canoa. E na busca pela selva nos lugares mais
difíceis acabou aprisionado por um grupo de índios uitotos, viveu entre eles,
organizou um dicionário da língua indígena, fez apontamentos sobre seus usos e
costumes e transformou a aldeia, de 1200 índios, numa colônia agrícola virando,
praticamente, seu chefe e orientador. Nem o tempo que passou, e os percalços
desta aventura, o dissuadiram de seu sonho que iria realizar depois de morar em
Guajará-mirim, Rondônia, ao formar o seringal Barranco Alto na região do rio
Corumbiara. Ou seja, foi um dos primeiros a viver no Sul de Rondônia. Sem
deixar de ser um intelectual montou invejável biblioteca, encravada na selva, e
foi apaixonado pela música das grandes óperas, e fazia os nativos ouvirem
admirados, numa vitrola importada que viajava com ele num saco feito de
borracha, onde protegia seus discos de arame das intempéries climáticas. Suas
cartas e apontamentos, memórias do seu tempo, falam de tudo um pouco: do
comércio nascente e suas crises, em especial dos seringais de borracha com
problemas de viabilidade, crédito, problemas fundiários, das viagens e suas
dificuldades, que o fizeram lidar com rios, florestas, burros, canoas, índios, personagens
de nossa história como o Aluízio Azevedo, que foi seu hóspede, com o fracasso,
com o sucesso, com a vida e a morte. Aliás, para nossa sorte, está prestes a
ser impresso, e lançado, o livro “A trajetória amazônica do empresário italiano
Américo Casara-Tomo I” de Lito Casara (Emanuel Fulton Madeira Casara) e o
professor e historiador Dante Ribeiro da Fonseca, que nos dão a oportunidade de
conhecer uma bela história que merecia um filme, de tão extraordinária e
cinematográfica. A trajetória de Américo Casara parece ser ficção, porém é uma
recuperação da história amazônica, onde os seus pioneiros foram verdadeiros
heróis para poder construir a realidade em que, hoje, apesar de todos os
problemas, vivemos tão bem. Viva Américo Casara, um grande personagem de nossa
história.
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