Terça-feira, 3 de novembro de 2020 - 08h08
O ex-técnico do Santos,
Jesualdo Ferreira, sem dúvida um grande técnico, um ser humano educado e
competente, em entrevista ao Globo Esporte, demonstra toda sua sabedoria
quando, mesmo tendo sido injustamente dispensado, mostra que não guarda mágoas
de sua recente passagem pelo Brasil e usa seu espaço para demonstrar como
aprendeu e o quanto nós estamos desorganizados e atrasados, em termos de
organização do futebol. Com razão ele diz que, apesar de suas qualidades, é
incerto o sucesso do futuro técnico do Palmeiras, Abel Ferreira, e explicou:
“Sei que, nos próximos quatro meses, o Palmeiras tem mais de 20 jogos, e aí é
um grande problema no Brasil: não há tempo para se trabalhar. Trabalhar não é
só falar, dizer coisas boas ou ruins. Para organizar uma equipe, você tem que
falar, formar e treinar. Se não fizer isso, não consegue”, daí, o treinador
português ter dito que “O tempo é muito curto porque os torcedores e a imprensa
são muito exigentes. Têm muita paixão, gostam muito de futebol, e querem ganhar
se possível para ontem, o que é impossível”. Ele também, com a experiência que
teve no Santos, reconhece que o campeonato brasileiro é o mais difícil do mundo,
dada a maratona que os clubes são submetidos e por não possuírem a organização que deveriam ter,
nem há condições dos treinadores executarem seu trabalho, pois, não há tempo e
as pressões vem de todo lado. Por isto não hesita em dizer que “O futebol
brasileiro questiona o que se passa com os treinadores brasileiros e o motivo
de o futebol aqui não ir para frente. Mas ninguém pergunta o que o futebol
precisa fazer na sua organização para os treinadores terem sucesso no Brasil. O
que tem que fazer? Há uma pandemia que para o futebol por quatro meses e volta
tudo do mesmo jeito, sem se adaptar o calendário? Não há igual”. O que ele não quis dizer-por delicadeza e não
se pensar que estava magoado- é que o futebol brasileiro é um exemplo de
desorganização. Basta ver a situação de grandes times, como o do Cruzeiro, do
Santos, do Vasco e até mesmo do próprio Flamengo, que melhorou muito sua administração,
mas, ainda sofre com problemas extra campo. Afinal, como lembra Jesualdo, para
se trabalhar bem, para se criar uma equipe, não basta reunir os jogadores, que
são seres humanos, e dar instruções e treinos. É preciso também se ter uma boa
retaguarda, que inclui uma situação financeira estável, acompanhamento médico e
psicológico, bem como uma tabela bem feita que faça um balanceamento dos jogos.
Assim, muitas vezes, o sucesso de um treinador é menos dependente de sua
capacidade do que das condições que encontra. Sabiamente, por conseguinte, pede
que para Abel Ferreira ter sucesso que tenha apoio. O sucesso de um treinador é
o sucesso de um clube, de um time, mas, diretoria, imprensa e torcedores não
podem se comportar, da forma como se comportam, querendo resultados em cinco,
seis jogos. Nenhum treinador, mesmo que se chame de Jesus, faz milagres. O
sucesso de qualquer equipe, no futebol e em qualquer esporte, é um trabalho
empresarial. O que se faz fora do campo reflete dentro. Não é possível, por
exemplo, os jogadores terem bom desempenho, quando, ao menor erro, são cobrados
como se fossem criminosos. É preciso organizar o futebol no médio e longo
prazo. E aprender que ganhar e perder faz parte de qualquer esporte.
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