Segunda-feira, 24 de agosto de 2020 - 19h13
A tendência dos empregos
formais desaparecerem é antiga. E, hoje, com o fenômeno da “uberização” do
trabalho, ou seja, com um novo formato de fazer negócios, por meio de
tecnologias móveis, que conectam o consumidor, de modo mais direto, ao
fornecedor dos produtos e serviços, agregando mais valor, menor custo e
personalização, esta tendência tende a se acentuar, daí, o elevado aumento da
informalidade nas novas ocupações. Este fenômeno deve se intensificar, a partir
de que, a grande maioria das pessoas preferem não interagir com atendentes, o
que originou um novo modelo de varejo e autoatendimento, a loja autônoma. O
maior exemplo delas vem dos supermercados que estão desenvolvendo novos modelos,
como o Self Check-Out, onde o consumidor faz todas as tarefas por meio de um
aplicativo no celular, sem funcionários e caixas. É um modelo que favorece
extremamente os clientes, que passam, apenas com o uso de tecnologia, a fazer
suas compras, mas, produzem uma enorme redução da utilização da mão de obra. Na
loja autônoma, o cliente entra na loja, escolhe os produtos que deseja levar e
os valores são cobrados no seu cartão de crédito virtualmente, sem filas no
caixa ou se vendedor. Nem se pense que se trata de coisa do futuro. Não. Este
tipo de loja de autoatendimento já é uma realidade e deve se espalhar mais
rapidamente do que se pensa, por todos os lugares, inclusive no Brasil. Parece
estar distante o tempo do consumidor entrar, comprar e pagar sem contato com
colaboradores, apenas com a tecnologia como suporte, mas, isto não é verdade.
Em muitos lugares já está se tornando parte da vida cotidiana das pessoas usar
seu smartphone para entrar na loja, pegar os itens que precisa, conferir os
produtos, confirmar o pagamento e ter o valor é cobrado no cartão de crédito,
sem nenhuma intervenção humana. A loja só precisa, para sua operação, de um
repositor, para repor as mercadorias vendidas, do aplicativo para compras e um
software de gestão de quantidade e preços. No Brasil e na América Latina, a
empresa Zaitt inaugurou a primeira loja autônoma, em 2017, em Vitória no
Espírito Santo, e sua segunda, no ano passado,
no Itaim Bibi, na zona sul de São Paulo, que funciona 24 horas, sem
atendentes, filas e caixas. A Onii implantou um modelo de loja autônoma que
funciona dentro de condomínios residenciais inspirado nas lojas de conveniência Amazon Go,
gigante varejista norte-americana. A única diferença é que, aqui, o cliente
escaneia ítem por ítem no celular para
que a compra seja creditada no cartão cadastrado. Tudo é feito pelo próprio
cliente. No começo de março, e estimulado pela pandemia, a empresa fechou 80
contratos para a instalação de lojas similares, mas, a previsão é de ter 200
lojas instaladas no país até o fim do ano. A empresa Carrinho Cheio, conhecida
no norte do Paraná pelo seu delivery super rápido, agora, se lançou no mercado
de lojas autônomas com sua primeira loja autônoma, em Londrina, denominada
Carrinho Cheio Experience, localizada no Carbamall Palhano, shopping na Rodovia
Mabio Gonçalves Palhano. Ainda é motivo de curiosidade e de atração. Mas, não
por muito tempo. Este tipo de modelo é o futuro. Claro que as lojas com
atendentes não desaparecerão, mas, irão conviver com a proliferação deste novo
modelo.
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