Terça-feira, 14 de abril de 2020 - 09h57
O longo enfrentamento do novo
coronavírus no Brasil, com distanciamento social e diminuição das atividades de
transporte, em especial o aéreo, bem como o esvaziamento dos locais turísticos
está funcionando como um verdadeiro tsunami no setor de hospedagem e
alimentação. A estimativa da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação
(FBHA) é de que este período irá levar à falência de 10% dos hotéis. Este
setor, segundo os hoteleiros, foi o primeiro a fechar na crise e deve ser o
último a voltar. A isto deve se acrescentar a projeção da Confederação Nacional
do Turismo (CNTur) que calcula que, com o impedimento do funcionamento dos 200
mil restaurantes e similares deve implicar no fechamento de 30% deles, ou seja,
60 mil restaurantes e similares não reabrirão suas portas em todo o país.
SEM FATURAMENTO EMPRESAS PODEM
DESEMPREGAR 500 MIL
A percepção dos
analistas econômicos é a de que, na sua grande maioria, esses estabelecimentos
já não possuem capital de giro, tanto que é comum a antecipação de créditos de
cartões de crédito, por ser uma atividade de alto custo, que exige pagamentos
de curto prazo em espécie e com baixa margem de lucro. Além do mais, em geral,
pagam aluguéis elevados, pois, precisam se localizar em locais visíveis, quando
se soma a isto que é um setor que exige muitos funcionários e com uma carga
alta de impostos, não é difícil deduzir o desastre que significa um mês de
paralisação das atividades, muitos sem rendimento, com uma despesa fixa pesada.
Até mesmo quem se estruturou para vender à domicilio consegue, em média, vender
20% do seu faturamento, o que inviabiliza qualquer negócio. Segundo Paulo
Solmucci, presidente Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel),
baseado em estudos da JP Morgan “Temos menos fôlego pra aguentar a crise,
entre todas as atividades econômicas. O documento mostra que setor aguentaria
16 dias fechado, ou seja, já entramos num colapso de vendas, com queda de
faturamento de 90%". Para ele, também o delivery não é uma solução
definitiva. Ameniza, porém, não paga nem os custos das empresas. "O salão
que realmente é responsável pelo faturamento, a maioria absoluta dos
restaurantes não consegue pagar nem mesmo a folha salarial com pedidos por
telefone. Esta modalidade é uma medida paliativa. Precisamos que a pandemia
passe rapidamente, se não o prejuízo será ainda maior", completou. O
presidente da Confederação Nacional dos
Trabalhadores em
Além da superfície do ambiente de negócios
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