Domingo, 31 de dezembro de 2017 - 10h44
Silvio Persivo
Quando se fala na influência sociais das redes na formação das opiniões não deixo de ser um pouco (pouco?) cético. Pelo menos, no Brasil, penso que, por muito tempo ainda, a TV Globo, embora não sendo o Grande Irmão, que os radicais costumam pintar, ainda será muito mais influente que as redes sociais. É claro que, com certos descontos, no que diz ao mercado. Quando se trata de consumo, de fato, as redes sociais estão se tornando, cada vez mais, relevantes.
No entanto, basta verificar quais os assuntos que os brasileiros mais pesquisaram no Google, em 2017, para se ter o tamanho da influência das redes sociais. Nos cinco primeiros lugares nas buscas aparecem: 1) Big Brother Brasil; 2) Tabela do Brasileirão; 3) Enem; 4) Marcelo Rezende; e 5) O Chamado. Alguma surpresa para o fato de que a televisão seja a fonte dos interesses maiores? Bem, então, vejam os por quês mais perguntados pelos brasileiros: 1) Por que o Brasil não está na Copa das Confederações?; 2) Por que o Zeca vai ser preso? 3) Por que Evaristo saiu do jornal Hoje?; 4) Por que Claúdia Leitte saiu do The Voice?; e 5) Por que Pedro Bial saiu do BBB?. Não precisamos discutir a relevância destes assuntos, mas, é possível que olhando o que os brasileiros desejam saber a coisa melhore.
Quando se vai ver a busca pelo “O que é”, então, vemos que o brasileiro tem, efetivamente, interesses espantosos. Assim os cinco significados mais buscados são: 1) O que é pangolim?; 2) O que é sararah?; 3) O que é TBT?; 4) O que é um ábaco? e 5) O que é sororidade?. Se examinarmos as buscas veremos que um refere-se ao reino animal, dois à linguagem digital, um, sobre o ábaco, que é surpreendente, diz respeito à história e/ou à matemática e só o último tem alguma coisa a haver com política e/ou movimentos sociais.
Longe de mim desejar fazer ilações apenas de alguns indícios, mas, quando se observa que as cinco personalidades mais citadas foram, por ordem, William Hack, José Mayer, Leo Stronda, Fábio Assunção e Pabllo Vittar, então, fico, sinceramente, em dúvida se o nível de educação do Brasil não é superavaliado. E, aproveitando a deixa, espero que a educação do Brasil melhore, na medida em que, se ficar do jeito que está, ou piorar, vamos sair do nível da fofoca para a criação de uma fábrica de monstros em série. De qualquer forma o Google diz muito sobre nós mesmos.
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