Quinta-feira, 7 de janeiro de 2010 - 11h19
Recentemente por uma questão de comodidade tenho ido muito, no período noturno, até a praça de alimentação do Porto Velho Shopping Center. Minha família até estranha por nunca ter sido dado a andar em shopping fora do Estado. O fato é que nós mudamos (mesmo um papagaio velho como eu) e assim passei a freqüentar o local., apesar da dificuldade que se tem de arranjar uma mesa e o problema de quem bebe um chopinho que é o de ter que levantar e ir comprar toda vez que precisa de outro. A questão, porém, que desejo tratar transcende a praça de alimentação e passa por dois problemas sérios e interligados: lixo e má educação.
É claro que a destinação do lixo, desde que os homens passaram a viver em grandes aglomerações, sempre foi um problema e um desafio. Com o surgimento das cidades, depois da urbanização crescente, o problema aumentou de maneira exponencial. Também não se desconhece que, em nenhuma outra fase do desenvolvimento humano, produziu-se tanta quantidade de lixo que derivam basicamente do aumento populacional e da intensidade da industrialização. Também não é novidade que, nesta questão, o Brasil ainda é um país muito atrasado. Em todos os sentidos: seja na destinação do lixo como nas tecnologias utilizadas no seu tratamento. Mais ainda: o comportamento de grande parte da população em relação ao lixo é primário e irresponsável. Claro que isto é um reflexo das condições de pobreza e da falta de educação, porém, sempre se espera que em determinados locais, como um shopping center, isto seja atenuado pela gestão e os cuidados que um investimento deste tipo requer. Infelizmente não é o que acontece no Porto Velho Shopping seja na praça da alimentação, seja em algumas lojas ou, dizem as mulheres, nos banheiros femininos, que se transformam em verdadeiras pocilgas e, neste caso, penso que se trata de um problema de pessoal ou de administração.
É verdade que a população de Porto Velho não colabora. Um exemplo bastante preciso disto é dar um pulo nas Lojas Americanas do shopping. Desconheço, e meu filho, Igor, que se diz um cliente cativo da loja em outros estados, disse que também não viu uma unidade desta rede tão dessarrumada e descuidada. Claro que vejo também a quantidade de gente que circula por lá e os absurdos que fazem de abrir embalagens que não se deve abrir ou, como foi comum neste fim de ano, fazer o absurdo de colocar os filhos sobre brinquedos da loja apenas para tirar fotos, além, das tentativas de furto que sempre existem. No entanto, o enorme fluxo de pessoas exige mais organização ainda e até mesmo um serviço de educar os clientes orientando sobre o que podem ou não podem fazer. Infelizmente é a nossa realidade: o Porto Velho Shopping também ao modernizar a comercialização terá exerce um papel educativo, pois, muitas pessoas, não sabem seus limites nem suas obrigações. Tanto que é comum na própria praça de alimentação não cuidarem de colocar as bandejas no local adequado, nem de jogar fora os resíduos nas lixeiras. Claro que a falta de educação e a maior dificuldade de tratar o lixo são coisas interligadas, porém, um estabelecimento complexo como é um shopping deve mobilizar seus lojistas e sua publicidade para a educação popular sobre o uso de um equipamento que é um dos sintomas de modernidade e de civilização e, por isto, deve ser tratado com o zelo e o carinho com que se prega ser indispensável tratar o meio ambiente. Há também o aspecto de embelezamento: o Shopping Porto Velho é um dos locais aprazíveis da cidade e, portanto, merece que a população cuide de ajudar a transformá-lo no centro de compras e lazer a que se propõe ser o que somente será possível com educação e bons cuidados ambientais.
Fonte: Sílvio Persivo
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