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Vinício Carrilho

Dia do Professor – minha luta pelo direito


Dia do Professor – minha luta pelo direito  - Gente de Opinião

Particularmente não gosto da ideia de que todos ensinam a todos. 

Acredito que aprendemos com todo mundo; porém, nem tudo é educação e nem todos são educadores. 

Muita gente faz "adestramento" supondo que seja educação. 

E adestramento é castração. 

Educação é liberdade, tal qual a "liberdade de ensinar e aprender, como exercício da autonomia”. 

Esta é a maior lição da nossa Constituição Federal de 1988; especialmente nos artigos 205 a 207.

Fora desse âmbito, há um cipoal que nos remete à ideia de que educação é um "dom".

Mas não é. 

Ser professora ou professor é uma profissão; além da discussão urgente no Brasil sobre metodologia e conteúdo. 

Eu sou professor, ou seja, sou profissional.

O principal efeito quando entendemos a educação como atividade profissional está na luta profissional, na profissionalização do trabalho dos educadores. 

Por isso, o Dia do Professor não é o "dia da tia", nem de quem vê a educação como complemento salarial.

Educação não é bico.

Assim, ainda temos que verificar que alguém passa sua vida estudando para poder ensinar com mais qualidade, respeito e crítica. 

Isso é Ética. 

Ou seja, na sala de aula alguém deverá ter mais a ensinar do que os demais. 

Também por isso não há educação sem conteúdo e muito menos sem luta política. 

Como disse antes, ser professora ou professor é agir como profissional em seguimento aos códigos específicos de sua atividade profissional. 

Professor não é colaborador, nem amigo, mãe, pai ou tia. 

É uma pessoa habilitada, preparada para ensinar e aprender; porque o bom profissional estuda e aprende todos os dias, com todas as experiências e pessoas com quem conviva.

Todo bom profissional aprende lendo todos os dias – lendo livros ou a realidade. 

Depois dessa onda religiosa que enfrentamos, afastei-me de qualquer ideia de "educação como vocação".

Hoje, dedico-me à luta política pelo reconhecimento profissional da educação, sobretudo quando vejo a realidade do ensino público, desde o fundamental; além da imensa dificuldade em ensinar bom senso, lógica, responsabilidade. 

Isso é Ética. 

Por sua vez, essas missões deveriam vir do "berço", como se dizia. 

Enfim, a tarefa da educação antifascista é ainda mais cobrada e complexa. 

Pode ser exagero meu ou ceticismo muito exagerado, mas não ando com muitas crenças ou ilusões.

Não há relação de aprendizado, hoje em dia, que não parta da luta antifascista. 

Não há educação sem política. 

Não há educação sem liberdade. 

Não há educação sem ciência, conteúdo e lógica. 

Não há educação sem Ética e emancipação.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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