Sexta-feira, 9 de dezembro de 2022 - 11h27
A projeção da Confederação Nacional do Comércio
de Bens, Serviços e Turismo (CNC) de aumento do volume de vendas no varejo de
0,4% em outubro foi confirmada pela Pesquisa Mensal do Comércio (PMC),
divulgada hoje (08/12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE). Essa foi a terceira alta mensal consecutiva. Na comparação com o mesmo
mês de 2021, houve avanço de 2,7%.
A CNC revisou de 1,3% para 1,1% a expectativa
de alta da variação do volume de vendas no varejo, em 2022 – o menor índice
desde 2017, quando o crescimento foi de apenas 0,3%. “O cenário segue positivo
para o encerramento do ano do varejo, mesmo que, em curto prazo, ainda não seja
possível vislumbrar estabilidade na tendência de encarecimento do crédito”,
aponta o presidente da CNC, José Roberto Tadros. Segundo ele, esse freio no
crescimento também tem como causas a desaceleração do nível de ocupação no
mercado de trabalho e a retomada do reajuste de preços.
Fim da deflação
Após três meses de deflação, o índice geral de
preços medido pelo IPCA voltou a registrar alta, em outubro, de 0,59%. O
indicador foi impulsionado pela alta de 0,79 nos preços dos alimentos e 1,22%
nos itens de vestuário. Esse fator contribuiu para a desaceleração do volume de
vendas no varejo (em setembro, o crescimento havia sido de 1,2%).
Dos 10 segmentos pesquisados pelo IBGE, metade
teve aumento das vendas em relação a setembro, com destaque para os ramos de
móveis e eletrodomésticos (em que a alta foi de 2,5%), artigos de uso pessoal e
doméstico e itens de informática e comunicação (ambos com crescimento de 2%).
No entanto, no acumulado de 12 meses, as três maiores quedas foram no segmento
de móveis e eletrodomésticos, de 11,2%, materiais de construção, de 8,2%, e
artigos de uso pessoal e doméstico, de 7,3%.
13º vai para dívidas
O pagamento do 13º salário deve totalizar R$
251,6 bilhões. O montante é, portanto, 6,4% maior em relação aos R$ 236,4
bilhões pagos em 2021, já descontada a inflação. Isso se deve ao aumento de 13%
no número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado (o que
representou 1,52 milhão de novas vagas), 13,9% na quantidade de trabalhadores
domésticos contratados (182 mil vagas a mais) e de 9,5% no setor público, que nomeou
115 mil.
Considerando a primeira parcela do benefício
paga a 87,6 milhões de pessoas até 20 de novembro e os descontos incidentes
sobre o 13º salário, a segunda parcela deve perfazer um montante de R$ 112,96
bilhões. O valor médio do benefício equivale a R$ 2.870, o que revelou
estabilidade em relação aos R$ 2.868, pagos no ano passado.
Apesar da sequência mensal positiva, a segunda
parcela do 13º salário deverá ter um impacto menor no varejo, neste ano.
Segundo estudo da CNC, assim como no ano passado, o principal destino do
adicional será o pagamento de dívidas – 38% do total, o que representa R$ 42,7
bilhões. Na sequência, estão os gastos com consumo de bens (33%), gastos com
serviços (17%) e poupança (12%).
“A escalada dos juros ao consumidor e o
comprometimento médio da renda familiar são as principais causas para que os
consumidores utilizem o benefício para quitação ou abatimento de dívidas”,
explica o economista da CNC responsável pelo estudo, Fabio Bentes. A taxa média
de juros das operações com recursos livres destinados às pessoas físicas
atingiu 53,65% ao ano no fim do terceiro trimestre – patamar superior ao
verificado nos mesmos períodos de 2021 (41,20% a.a.) e 2020 (38,08% a.a.).
Segundo Fabio Bentes, ao contrário do último
ciclo de aumento dos juros, o comprometimento médio da renda não resistiu aos
impactos negativos da crise sanitária na renda agregada. “Assim, reduziu-se a
capacidade de consumo por meio da elevação da parcela do rendimento médio comprometida
com o endividamento a patamares inéditos, ao longo de 2022”, analisa Bentes.
Cálculos da CNC apontam que, historicamente, para cada ponto percentual de
comprometimento da renda, a propensão marginal a consumir cede 1,1%.
Incremento das compras em
supermercados
Os segmentos mais impactados pela injeção da
segunda parcela do 13º salário no varejo em 2022 devem ser os hiper e
supermercados (R$ 15,55 bilhões), lojas de vestuário e calçados (R$ 10,59
bilhões) e estabelecimentos especializados na venda de utilidades domésticas
(R$ 4,34 bilhões).
Para o comércio, o período de pagamento da segunda parcela do 13º representa maior aquecimento das vendas. Historicamente, dezembro tem um avanço médio de 25% nas vendas, com impacto ainda mais significativo em segmentos como vestuário e calçados (ramo que chega a apresentar avanço de 80%), livrarias e papelarias (50%) e lojas de utilidades domésticas (33%).
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