Sexta-feira, 8 de março de 2024 - 15h15

01-Sabemos que está em curso uma operação “descriminalizar o porte de maconha para consumo pessoal”, a toque de caixa e em duas frentes. O STF quer dar uma tisnada na Lei de Drogas que pune o usuário e já existem 5 votos nesta linha. Ontem a vara criminal constitucional começou a virar para o outro lado. Numa discussão sobre o fato, o Sêo Mendonça questionou o Sêo Gilmar sobre quem iria ordenar o caminho para o coitadinho do maconheiro pobrezito que só tem um baseadozinho, nadica de nada, pra fazer a cabeça na facu antes da aula chatésima do professor mala de filosofia que prega o conhece-te a ti mesmo e aí Sêo Gilmar engasgou, tergiversou e não soube responder. Como se pode perceber, o assunto é mais profundo e ao Congresso cabe ouvir, debater, discutir e definir os rumos que a sociedade apontar. Aí Sêo Tófole, para desespero da “esquadrilha da fumaça”, “izquierda green” e da procissão do “legalize it” pediu vistas ao processo. Por que, para que e a quem interessa pergunto?
2-Ocorre que o Sêo
K-Pacheco, aquele da coluna extremamente flexível e cuja obrigação de fazer
conflita com a vontade de fazer ou interesses em atender, enfiou uma PEC sobre
o tema que no texto diz: “a lei considerará crime a posse e o porte,
independentemente da quantidade, de entorpecentes ou drogas afins sem a
autorização ou em desacordo com as determinações legais ou regulamentares, observada
a distinção entre traficante e usuário, aplicáveis a este último penas
alternativas à prisão e tratamento contra dependência". Aí a “tchurma do passa
o bagúio aí pai”, pulou e podem esperar que no Rio vai ter a marcha da maconha com
apoio daquela emissora de TV, seus artistas e intelectuais de orelha de livros
do Paulo Freire com camiseta do Chê e traficantes defensores da democracia. E
qual é a razão para que um tema como este saia do plenário do STF para cair nas
mãos de um advogado que não passou no concurso para juiz por duas vezes a fim
de rever o processo? A jogada eu acredito é que seja pelo fato que houve uma
desaceleração e a supimpa vara criminal se viu pressionada pelo Sêo K-Pacheco e
por uma visível mudança de rumos nos votos das excelências, A vara do bambu
envergou.
3-Alguma coisa está fora da ordem, diria o jovem idoso, Caetano Veloso, por trás das suas greens smokes. Quando olho para o eternamente ajoelhado Senado Federal e a aberta lojinha de negócios, a Câmara vejo que a grita que saiu do Congresso contra algumas pautas tidas pela vanguarda do atraso como progressistas não tiveram o resultado esperado, mas as luzes piscaram no Executivo e Judiciário. É que há temas ligados à educação como Novo Ensino Médio, Plano Nacional de Educação e o Sistema Nacional da Educação específicos da “izquierda” passaram às mãos dos conservadores e ai é preciso destroncar o pescoço do novo presidente da Comissão de Educação Sêo Nicholas Ferreira. À frente, é so esperar, o tema aborto voltará à pauta e será a hora de destroçar a nova presidente da CCJ Dona Caroline de Toni. Aí, entre descrente, como devoto de São Tomé e esperançoso como um brasileiro na fila do SUS, fico a pensar: o Congresso está mudando para melhor ainda que seja só “um poco más” ou isso é uma nuvem passageira e depois tudo ficará com antes no Quartel d”Abrantes? Difícil dizer.
4-Como citei antes,
alguma coisa está fora da ordem. A ALE do Espírito Santo acaba de ensinar ao
Congresso Nacional qual é a forma de se contrapor ao STF e a receita é
democracia, legalidade e altivez. Um deputado capixaba havia sido preso por Sêo
Moraes e a prisão teria sido motivada pela acusação de descumprir a proibição
imposta por ele mesmo, Sêo Moraes de uso das redes sociais, ou seja, o deputado
detentor de mandato e de imunidade parlamentar não poderia falar nas redes
sociais. E foi aí que 20 dos 24 deputados capixabas votaram contra a prisão e a
ALE encaminhou ofício ao STF para soltura do Sêo Assunção. Ontem Sêo Moraes o
que manda prender, mandou soltar o preso, segundo Sêo Magno Malta. Mas, consta
que Sêo Moraes, que manda prender e agora soltar, impôs ao deputado a proibição
de dar entrevistas e se manifestar em redes sociais além de usar tornozeleira,
o que não impede que ele possa ir à tribuna, rodar o pau de bater em doido e
deixar que as redes sociais, sites, etc., divulguem sua fala. Se a moda pega
nunca mais a polícia irá prender um parlamentar na Casa de Leis. Detalhe a
jurisprudência sobre a proibição de prender deputados está na Constituição e já
foi pacificada desde 2019 no próprio STF que de tanto rever a Constituição já não
sabe mas onde mexeu. Mas para o mesmo desfecho da ALE do Espírito Santo é
preciso ter aquilo roxo e não ter rabo preso.
02-ÚLTIMO PINGO
Exatamente
após um ano e dois meses aquele morador de rua que foi envolvido no dia 8 de
janeiro pelos manifestantes que a Globo continua chamando de golpistas e preso
sob acusação de prática de crimes desde abolição violenta do Estado Democrático
de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio
tombado e associação criminosa, escapuliu do processo e se tornou então o
primeiro nome a ser absolvido por Sêo Moraes, que parece ter entrado no modo
“gutalax” ou faltou tinta na caneta de mandar prender. O nome do cidadão é o Senhor
Geraldo Filipe da Silva, um brasileiro que não tem onde viver e morrer dignamente
e que foi uma vítima do abuso do estado brasileiro.
03-PONTO FINAL
Não fosse
trágico e eu racharia o bico de rir, mas os fugitivos de Mossoró estão assim como
duas aves de arribação dando um baile nos seus perseguidores. Rogério da Silva
Mendonça e Deibson Cabral Nascimento "Tatu" ou "Deisinho"
estariam feridos e na mata desde o dia 14 de fevereiro data em que empreenderam
a fuga que nem a Nasa consegue explicar, apesar de filosoficamente haver por
parte do suprassumo da segurança brasileira, Sêo Levandósque um quê de
fatalidade na aventura. “Eu considero realmente que a fuga dos 2 detentos é
algo que não pode ser minimizado, é algo grave. Mas, como eu disse, é uma fuga
que se deu em uma série de coincidências negativas, casos fortuitos que
infelizmente facilitaram a fuga desses 2 detentos, desses 2 criminosos”, disse
“uómi” que trata o caso como algo “episódico”. Para lembrar: o caso das
saidinhas legalizadas está na pauta para votação. E quando é uma fuga espetacular
Macgyverística desse tipo pode ser vista
como uma saidona episódica?
leoladeia@hotmail.com
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