Sexta-feira, 13 de maio de 2022 - 06h00

1-O
ovo da serpente
Foram dois anos entre projeto e conclusão ao custo
de 25 milhões. Nos padrões brasileiros uma obra rápida e cara, mais ainda por
ser na distante Rondônia. Entregue em maio de 2008 e inaugurado em junho de
2009, foi o terceiro de cinco presídios federais, estando os outros em Catanduva,
Brasília, Campo Grande Mossoró. Vieram os primeiros presos, o medo ainda estava
fresco em nossa memória face a chacina do Urso Branco e o tempo mostrou que o
medo não era infundado. A serpente pôs os ovos e o calor daqui ajudou na
eclosão.

2-O porquê do
medo
Com os mais temidos presos do sistema penal vieram
junto familiares, amigos, assessores e advogados dos seus estados de origem. De
repente chegaram vizinhos estranhos se acomodando condomínios e pagando em
dinheiro aluguéis acima da média. A partir daí algumas mudanças e de uma hora
para outra as facções do crime começaram a impor a sua lei primeiro nos
presídios estaduais, depois nos bairros da capital e nas cidades maiores do
interior. Da periferia chegaram ao centro e surgiram as cracolândias misturando
adictos mendigos e miseráveis à paisagem e na sequencia lá estavam nas cidades,
vilas e tudo. Se juntarmos nesse caldeirão fervente o ódio que se dissemina pelas
redes sociais, veremos que àquele medo difuso se junta o medo objetivo das
execuções, as facções chegando às escolas, assaltos, arrastões e toda sorte de
desgraças.

3-
Condomínio das trevas
Para erradicar bolsões de miséria o poder público
criou programas habitacionais empurrando os vulneráveis para as periferias da
cidade. Ser pobre não é crime, mas a perda de renda que leva ao aumento da
pobreza cria áreas férteis para a violência e o crime irrigadas pela falta de
perspectiva futura, baixa escolaridade, segregação, preconceito e intolerância e.
Os exemplos estão por aí, mas fico em Porto Velho com o “Orgulho do Madeira”,
um equívoco social de 4 mil unidades plantado numa área de 37 hectares com uma só
rua para entrar e sair e quase sem equipamentos públicos. Sem o estado o crime
toma conta e foi assim que 1.000 apartamentos foram ocupados por marginais que
expulsaram os donos e picharam os prédios com sua sigla. Agora a PM espera dar
o troco colocando a força máxima e efetuando “baculejos”. Mas quando atacados
os ratos se escondem e depois voltam. O tribunal do crime surgiu e hoje para entrar
em áreas dominadas pelo tráfico só com a permissão do bando que domina a área. A
segurança em Porto Velho é o caos! É a treva!

4-Foi
assim o fogo no vizinho
Se o poder público não promove políticas com recursos
e projetos voltados para o cidadão, o tráfico se torna a alternativa para jovens
com baixa escolaridade, fome e ócio. Sobra para o estado enxugar gelo na
atividade diária de prender e soltar e engrossar a estatística da reincidência
criminal. Há poucos dias a cracolândia da Rodoviária foi destruída, mas o
“zumbi” continua perto de olho na PM que se mantém ostensiva. Enquanto isso a guerra
de facções está matando e morrendo pelo domínio das “bocas”. Por ora morrem os
bandidos, mas eles querem mais e não só as bocas. Invadem casas, lojas, roubam
fios de energia, e bloqueiam serviços essenciais. Foi assim que dominaram Manaus
e Rio Branco, os nossos vizinhos. Será agora a nossa vez?

5-O vergonhoso
custo do preso federal
Voltando ao primeiro item, dados do final de 2021 mostram
que os estados têm pela média ponderada, um custo de R$1.800,00 por preso e R$
279,13 pela mesma média por aluno. Um absurdo, mas um pixuleco se comparado ao
gasto com presos mantidos em presídios federais que é da ordem de R$ 35.215,60
por mês. Para refletir e fazer contas: no presídio federal de Porto Velho cabem
no máximo 208 presos guardados por 300 agentes. Sob a ótica do custo benefício tal
conta não bate e quem paga a vergonha, parida por Márcio Thomaz Bastos é o
contribuinte. Dos R$35.215,60, entram na conta salários, 82%. Uma vergonha frente
ao que ganha o policial civil, militar, professor ou médico. Enquanto nossas fronteiras
continuam escancaradas ao tráfico de
drogas, sem drones e sem efetivo, nossos jatinhos voam pelo Brasil remanejando
presos.
Contato - leoladeia@hotmail.com
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