Segunda-feira, 19 de agosto de 2024 - 14h38


No início o domingo era família, futebol e macarrão. Silvio Santos mudou o domingo. Dividiu espaço com o futebol e logo ficou dono do domingo todo. Quem iria discutir se a TV na sala era da sogra ou esposa? Desde 11 horas da manhã era cadeira cativa para Silvio Santos. Neste sábado veio o anúncio da morte de Senor Abravanel, o criador do Silvio Santos. O criador saiu da vida sem exéquias pomposas e deixou que sua criação ocupasse lugar de destaque e recebesse os louros da Fim de uma era de um grande brasileiro.
1.1- O “X” que era Twitter, deixou o
Brasil e virou ex?

Sábado o Brasil agitado com a morte do Silvio Santos recebeu outra notícia que impacta: a plataforma “X” está deixando o Brasil e ampliando o confronto público e sem regras com um servidor público que exerce cargo relevante no STF, o Sêo Moraes. Em postagem pelo seu “X” Elon Musk justificou o fim das operações no País alegando ameaças e censura por parte de Moraes, que conduz inquéritos sobre a atuação em campanhas de desinformação contra instituições nacionais. O fim das operações do X no Brasil não desobriga a plataforma de seguir o Marco Civil da Internet e, a seu critério, pode continuar oferecendo os serviços regularmente como faz o Telegram. Convenhamos, porém, que a birra contra o “X” é terceiro-mundista e as penas sofridas beiram o ridículo. Detalhe, se o “X” descumprir as medidas judiciais pelo Sêo Moraes, como multas, bloqueios de perfis ou violações das regras eleitorais, pode ter suspensa a atividade no país, por simples ordens aos operadores telemáticos como ocorreu com o Telegram, com enorme prejuízo para todos. Creio que por trás disso está a sanha canhoteira para controle das redes sociais e web.
1.1- Com licença, mas estou de saída

Pode parecer vitória de alguém, mas como aplaudir a saída do “X” do país? É certo que empresas ou pessoas que atuem no Brasil submetem-se às leis e decisões judiciais e se ou quando irresignadas, devem buscar as vias próprias para revisão. Dito assim parece fácil, mas no caso do “X” e outras Big Techs há enroscos de cunho político, financeiro ideológico e legal, o que implica dizer que há abusos e métodos questionáveis que precisam ser denunciados e debatidos pelas empresas e sociedade no foro competente que é o Congresso Nacional. Ocorre, que sua irresignação, diz o Elon Musk é o abuso contra o qual não há vias para revisão por se tratar de um processo em última instância não visto em instâncias anteriores. Diz o comunicado: "A decisão de fechar o escritório X no Brasil foi difícil, mas, se tivéssemos concordado com as exigências de censura secreta (ilegal) e entrega de informações privadas de @alexandre, não haveria como explicar nossas ações sem ficarmos envergonhados." E agora? Recorrer ao STF que pelo regimento levará ao próprio ministro para julgar sua própria decisão é insano!
1.1- Abandonado?

Algo deu errado ou esqueceram dele? A PF prendeu um dos mais influentes diretores da Petrobrás no período de 2003 a 2015 e que caiu na Operação Lavajato. Considerando a operação limpeza dos condenados pela Lavajato, o branqueamento de certidões de antecedentes e a liberação das “capivaras” aprisionadas, é para ficar boquiaberto com o caso Duque. Ora, se até Sergio Cabral está livre, leve e solto, por que o Duque não né? Terá faltado tinta ou quebraram a caneta do Sêo Toffoli. A passada de pano no influente petista que por mais de dez anos ocupou cargos na Petrobrás de 2003 a 2015, na era Lula/Dilma não funcionou. Para lembrar: Duque pegou cana de 39 anos, cumpriu cinco saindo depois para fazer o circuito eletrônico das tornozeleiras. Para quem acha que a Lavajato foi só uma ação entre amigos para pegar Sêo Lule, o retorno de Duque à prisão serve para reavivar a nossa memória. Mas está claro como o dia que Duque voltará às ruas em breve. É branco, é conhecido, tem grana e é ligado à “tchurma do primário mal feito”. Prisão no Brasil é depósito ou almoxarifado para guardar três “Ps”: preto, pobre e p(*)ta.
1.1- Todos pela educação uma ONG de
respeito

A Ong Todos Pela Educação que tem em seus quadros Viviane Senna, Jorge Gerdau e Daniel Feffer quer ajudar o debate eleitoral sobre educação e trouxe um estudo relevante. Em 5.562 municípios, a média de acesso à creche para crianças até 3 anos é de 40%, e metade das capitais está abaixo do patamar. Apenas cinco capitais tem um número melhor: Rio de Janeiro (51%), Curitiba (53%), Florianópolis (57%), Vitória (64%) e São Paulo (66%). Na pré-escola, para crianças de 4 a 5 anos, a média é de 94%, mas só duas capitais atendem totalmente a demanda: Vitória e Florianópolis. Pelo estudo, 84 dos jovens de 16 anos concluíram o fundamental e só Goiânia atinge 100%. Em 17 de 26 capitais, o total de jovens que completaram o ensino fundamental não chega a 90% embora seja obrigatória a universalização do ensino público. Este link é o caminho para o acesso, leitura e reflexão. Eu recomendo. Vale a pena.
2-Último
pingo

A cada dia respinga mais um pingo da Folha de São Paulo sobre Sêo Moraes e desnuda a linha de ação da hermética e caríssima justiça brasileira. Neste fim de semana a busca ou melhor, caçada e o alerta vermelho pela Interpol contra Alan dos Santos, jornalista e blogueiro que mora nos EUA foi mostrada em detalhes por Gleen Greenwood e Fábio Serapião. O resumo pode ser lido neste link do Poder 360. Aos poucos o véu vai sendo retirado. É nível é cruel.
03-Ponto final

“Eu acho que a Venezuela vive um regime muito
desagradável. Não acho que é uma ditadura. É diferente de uma ditadura. É um
governo com viés autoritário, mas não é uma ditadura como a gente conhece
tantas ditaduras nesse mundo”, disse Sêo Lule. O Michaelis define como desagradável,
o que desagrada e incomoda e ditadura como sendo governo autoritário que se
caracteriza por tomada do poder com apoio de Forças Armadas, sem respeito às
leis, subordinação do legislativo e do judiciário, suspensão de eleições e estado
de direito, controle e repressão da liberdade e da livre expressão, censura da
imprensa e ausência de regras transparentes nas eleições. Ou Sêo Lule não leu o
dicionário ou mexeram na geometria e não me avisaram.
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