Quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025 - 15h05
Com o intuito de apresentar
soluções para um problema ambiental e possibilitar a geração de renda extra às
comunidades e extrativistas, o governo de Rondônia vem desenvolvendo, desde
2023, o manejo de controle do Pirarucu invasor na Reserva Extrativista de
Pedras Negras, no município de São Francisco do Guaporé. O trabalho faz parte
de um conjunto de ações da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental
(Sedam), liderado por técnicos da Coordenadoria de Unidades de Conservação
(CUC), e utiliza a mesma metodologia que já vem apresentando resultados
satisfatórios na Reserva Extrativista Rio Cautário, em Costa Marques.
A ação se dá após os pescadores extrativistas da
região relatarem quedas expressivas na captura de espécies de peixes nativos,
além dos dados relativos à ictiofauna (conjunto de peixes de uma região)
predada pelos pirarucus. Por essa razão, o manejo da espécie na Resex de Pedras
Negras é uma ação essencial para o equilíbrio do ecossistema local.
Além de contribuir para o controle da espécie, a
iniciativa fortalece a economia das comunidades tradicionais e quilombolas
envolvidas, gera oportunidades e promove a conservação dos recursos naturais,
uma vez que o peixe pode chegar a 3 metros de comprimento e pesar mais de 200
quilos. Somado à falta de predadores naturais, isso aumenta o impacto nas áreas
invadidas, provocando o ataque a filhotes de jacaré, tracajá e até mesmo de
aves como o pato-do-mato.
CONTROLE
E PRESERVAÇÃO
Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, o
manejo de controle do Pirarucu na Resex de Pedras Negras é uma ação fundamental
para a preservação do equilíbrio ecológico das unidades de conservação. “É
fundamental implementar práticas que visam a sustentabilidade ambiental, a fim
de garantir a proteção da biodiversidade local e o bem-estar das comunidades
que dependem desses recursos naturais. Esse trabalho protege o meio ambiente e
também contribui para a geração de oportunidades e o fortalecimento da economia
local”, enfatizou.
Segundo o assessor técnico científico e pesquisador
da CUC, Leonardo Silva Pereira, a disseminação do Pirarucu fora de seu hábitat
natural é caracterizado como um sério problema ambiental. “A proliferação do
Pirarucu fora de sua área natural se caracteriza como um sério desafio
ambiental, já que essa espécie, normalmente associada ao status de ameaça de
extinção em suas áreas de origem, vem causando desequilíbrio nos ecossistemas
locais invadidos, apresentando um impacto evidente, especialmente à ictiofauna
nativa do estado”, explicou.
AÇÕES
DESENVOLVIDAS
O secretário da Sedam, Marco Antonio Lagos,
destacou a série de iniciativas tomadas pela Secretaria no combate a esta
ameaça. “A Sedam vem desenvolvendo diversas ações ao longo dos últimos anos,
incluindo a pesca experimental do Pirarucu. Estamos trabalhando em conjunto com
as comunidades tradicionais, como os quilombolas, extrativistas e pescadores
profissionais associados às colônias de pescadores do estado de Rondônia. As
ações visam, principalmente, a redução das populações da espécie e a geração de
renda extra às comunidades tradicionais envolvidas”, salientou.
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