Quinta-feira, 5 de dezembro de 2013 - 09h45
Nielmar de Oliveira
Agência Brasil

Rio de Janeiro - A participação da silvicultura (extração em áreas plantadas) na produção primária florestal passou de 72,6% para 76,9% de 2011 para 2012, o que representa R$ 14,2 bilhões do total geral da produção florestal brasileira, que alcançou R$ 18,4 bilhões. A extração vegetal (retirada de áreas nativas), cuja participação caiu de 27,4% para 23,1%, somou apenas R$ 4,2 bilhões.
Os dados da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura 2012 (Pevs) 2012, divulgada hoje (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que essa inversão decorre diretamente do aumento da fiscalização e de uma maior conscientização ambiental no país.
Em 1994, a silvicultura representava menos de 30% da produção florestal, enquanto o extrativismo ultrapassava os 70%. Entre 1998 e 2002, ambos praticamente se igualaram, mas a partir de 2003 a silvicultura acentuou a predominância e vem se distanciando do extrativismo. Os técnicos do IBGE ressaltaram a implementação de políticas públicas, ao longo dos anos, de incentivo da silvicultura, de forma econômica e sustentável. “A exploração madeireira predatória, que tantos danos causou ao meio ambiente, vem sendo substituída por técnicas de impacto reduzido, preservando o setor madeireiro através do uso racional e sustentável”, destaca o documento.

A adoção de um sistema de manejo florestal aliado a iniciativas conservacionistas que procuram conter os desmatamentos constituem um fator preponderante para preservação das matas, segundo o IBGE. “O crescimento da silvicultura é fator preponderante na amenização do impacto causado pela retirada de produtos madeireiros.”
Ainda no âmbito do fenômeno da inversão silvicultura-extração vegetal, a troca da lenha de matas nativas – muito usada como combustível nas zonas rurais para cozinhar alimentos – por lenha de reflorestamento e a substituição delas nas indústrias que utilizam a lenha como fonte energética são exemplos de como a atividade vem contribuindo para reduzir a pressão sobre as florestas nativas. “Isso sem contar que o eucalipto, principal espécie plantada no Brasil, pode ser abatido com excelente produtividade a partir do sexto ano, prazo este bem inferior à regeneração de nossas florestas”, enfatiza a pesquisa.
Para acompanhar o desempenho dessas atividades, a pesquisa fez um registro dos principais produtos obtidos nas florestas naturais e plantadas, investigando em todos os municípios brasileiros, 38 itens oriundos do extrativismo vegetal e sete, da silvicultura.
Para o IBGE, o coco do açaí, o látex, a cera de carnaúba, a fibra de piaçava, a casca de angico, o coco de babaçu, o pequi, a castanha-do-pará e o urucum são exemplos de produtos extraídos nas matas e florestas naturais do País “Tais produtos ocupam relevante importância na complementação da renda ou se configuram como a única fonte de renda das populações extrativistas em determinadas localidades do Brasil”, informa o estudo.
Sábado, 28 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)
Ecobags para coleta de garrafas PET são doadas pela prefeitura de Porto Velho
Aquela garrafa PET vazia, que muitas vezes acaba esquecida em casa, pode ganhar um novo destino.A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Mu

O Crea-RO e a WR Ambiental apresentaram ao prefeito de Porto Velho um projeto sustentável voltado à coleta de resíduos recicláveis durante eventos d

Cultura, tecnologia e saber popular em ação de plantio e muvuca da Ecoporé no Nova Conquista
O Carnaval de Porto Velho será lembrado não apenas pelo ritmo nas ruas, mas pelas raízes que agora crescem no solo do Assentamento Nova Conquista. A

O Ministério Público Federal (MPF) obteve sentença da Justiça Federal em Rondônia que condenou a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e a
Sábado, 28 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)