Quarta-feira, 12 de novembro de 2008 - 06h49
Além de boa produção de café, cupuaçu, cacau, arroz, milho e pimenta do reino, o Projeto de Assentamento (PA) Rio Juma, no município de Apuí, estado do Amazonas, vem se transformando num grande fornecedor de guaraná. Como apontam os profissionais do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário do Estado do Amazonas (Idam) que prestam assistência técnica aos assentados do Incra nesse projeto, a produtividade local tem alcançado 800 quilos por hectare, superando o desempenho do município de Maués, o maior produtor de guaraná do País.
O crescimento da cultura do guaraná no PA Rio Juma é motivado pelos créditos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). O benefício tem incentivado os agricultores familiares locais a investirem na cultura ainda com pequenas plantações.
Segundo o assistente técnico do IDAM em Apuí, Ademir Viana Bentes, a boa qualidade do solo e o clima propício também são grandes estimuladores para que os assentados invistam no trabalho com o guaraná. "Aqui no Juma, tudo é propício para o guaraná e não tenho dúvida de que em pouco tempo teremos uma excelente produção, até pelo grande interesse que os assentados vêm demonstrando em trabalhar com a nova cultura".
Segundo Ademir Viana, atualmente, o PA Rio Juma possui uma área de 45 hectares com plantio de guaraná, com alta produtividade. Além dos produtores que conseguem colher 800 quilos por hectare, a média de desempenho local também é considerável. "A maioria colhe entre 400 e 600 quilos por hectare, contra a produtividade média de 100 quilos por hectare no município de Maués, fato que vem deixando os novos produtores eufóricos com o futuro da produção no assentamento", enfatiza o técnico. Em 2009, a área cultivada no PA Rio Juma deve chegar a 60 hectares.
Ademir explica, ainda, que no terceiro ano após o plantio definitivo das mudas, o produtor já obtém uma pequena colheita, mas é a partir do quarto ano que a produção começa a aparecer em maior escala, atingindo a média de 300 ou 400 quilos por hectares ao ano.
Compra garantida
O valor de compra garantido em contrato, antes mesmo da colheita, tem sido outro fator incentivador aos agricultores familiares do PA Rio Juma no cultivo da produção do guaraná. A comercialização do produto beneficiado, ou seja, torrado, é destinada à Ambev que paga diretamente ao produtor R$ 10,00 por quilo. Há 10 anos, o quilo do guaraná era vendido por R$ 1,00.
Mesmo satisfeitos com o valor oferecido pela Ambev, os produtores de guaraná do Juma esperam que esse preço melhore, o que, segundo eles, estimulará ainda mais o aumento do plantio e, conseqüentemente, da produção de guaraná no município. Assim, Apuí caminha para ser um dos maiores produtores da cultura no estado e, desta forma, concorrer com Maués que, historicamente, é o município maior produção.
Início do cultivo do guaraná no PA Rio Juma
Na década de 90, parte dos assentados do PA Rio Juma deram início a algumas plantações de guaraná. A falta de assistência técnica, naquele momento, e o baixo preço pago pelos produtos resultaram no abandono dessas plantações. Como explicam os técnicos do Idam, várias dessas áreas abandonados necessitavam apenas de cuidados como limpeza e tratos culturais adequados para que voltassem a produzir normalmente.
As plantações recentes também têm dado bons resultados. Em 2008, um grupo de cerca de 20 agricultores familiares prevê a colheita de 8,8 toneladas de guaraná, em 22 hectares.
Aplicando a orientação da assistência prestada pelos técnicos do Idam, o grupo estima, para 2018, uma produção de 140 toneladas de guaraná ao ano. Para isso, planeja aumentar a participação dos assentados para 345 integrantes no grupo, tornando possível, desse modo, a ampliação do cultivo do guaraná para 198 hectares.
Fonte: Idam/Apuí
Rondônia é líder em controle de desmatamento na Amazônia Legal, destaca Ministério do Meio Ambiente
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, do Governo Federal, publicou nesta semana levantamento que mostra os índices de desmatamento em to
Operação “Silentium et Pax” do Batalhão de Polícia Ambiental reprime poluição sonora em Porto Velho
Em uma ação estratégica para garantir o sossego e a qualidade de vida da população, o Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) deu andamento à Operação “
Cremero implanta práticas internas entre colaboradores para incentivar a sustentabilidade
Como órgão público, é dever garantir que as atividades e decisões impactem positivamente a sociedade e o meio ambiente. Esta é uma das premissas que
Porto de Porto Velho faz reconhecimento de pontos críticos no Rio Madeira
Com o objetivo de fazer o reconhecimento visual de pontos críticos do Rio Madeira, a diretoria do da Sociedade de Portos e Hidrovias do Estado de Ro