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Veterinários são capacitados para diagnóstico de brucelose e tuberculose animal



A Veterinários de diferentes partes de Rondônia e do Brasil concluiram na sexta-feira (28), na Embrapa Rondônia, em Porto Velho, capacitação para o diagnóstico, controle e erradicação de brucelose e tuberculose em bovinos e bubalinos, duas enfermidades consideradas críticas pela possibilidade de transmissão para seres humanos. O curso é uma das ações do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose (PNCEBT), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Os profissionais aprovados no curso estão habilitados para fazer vacinação, diagnóstico e certificação de propriedades livres das doenças.

O curso foi divido em aulas teóricas e práticas. Os veterinários receberam noções teóricas a respeito das doenças e detalhes da legislação e dos padrões de sanidade exigidos pelos órgãos fiscalizadores. As aulas práticas permitiram a aplicação das técnicas de diagnóstico e prevenção. A Embrapa Rondônia, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, é a única instituição da Região Norte credenciada para oferecer o curso. De acordo com o Ministério, o estado de Rondônia foi o pioneiro no processo de certificação do PNCEBT no Brasil, ao certificar a primeira propriedade livre dessas doenças no País.

Responsável pela capacitação em diagnóstico de tuberculose, o pesquisador Francelino Goulart, médico veterinário do Laboratório de Sanidade Animal da Embrapa Rondônia, explica que a doença é facilmente transmitida aos seres humanos por vias respiratórias. Criadores que têm contato com a tosse do animal acabam respirando as bactérias e contraindo a tuberculose. "90% do contágio ocorre dessa maneira, é uma questão de saúde pública", afirma o pesquisador, a respeito do controle da zoonose.

A brucelose é transmissível pela ingestão de produtos de origem animal, tais como leite in natura e derivados. A doença ainda pode ser contraída pelo contato com restos placentários e do feto abortado. No ser humano, os sintomas são inespecíficos e de duração variável, podendo ocorrer febre, suores noturnos, calafrios, dor de cabeça, dores nas articulações e perda do apetite. Nos casos mais graves, ocorre inflamação dos testículos, orquite e comprometimento dos rins, do coração e do fígado. A doença pode durar meses ou mesmo anos. Mesmo não sendo agudamente fatal, prejudica cronicamente a saúde do infectado.

Para os animais, a brucelose acarreta aborto no terço final da gestação, levando à perda do bezerro e, consequentemente, à diminuição na produção leiteira. Existe tratamento preventivo via vacinação de fêmeas jovens, entre três e oito meses de vida.

Luana Meira é médica veterinária do Emater-RO e trabalha em Presidente Médici. Participante do curso, ela destaca a importância da ênfase nos métodos e normas exigidos pela fiscalização. "A gente pratica algumas dessas técnicas na Faculdade, a grande diferença é que o curso está voltado para o programa do Ministério", afirma a veterinária. Em todas as regiões do País o curso segue o modelo estabelecido pelo MAPA.

Além da brucelose e da tuberculose, o curso também aborda doenças espongiformes nervosas, como o Mal da Vaca Louca (Encefalopatia Espongiforme Transmissível).

O "XV curso de treinamento em métodos de diagnóstico, controle e erradicação em brucelose, tuberculose e noções em encefalopatias espongiformes transmissíveis" é  uma parceria da Superintendência Federal da Agricultura/SFA/MAPA com Embrapa Rondônia, Seagri, IDARON, Emater-RO e Fundo Emergencial da Febre Aftosa/Fefa. Os palestrantes foram Francelino Goulart, médico veterinário da Embrapa Rondônia, Andrei Pereira Lage, professor da Universidade Federal de Minas Gerais, Lara Blasquez, médica veterinária do MAPA, Fabiano Benites, médico veterinário do IDARON e Eurípedes Guimarães, professor da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul.

Fonte: Embrapa Rondônia

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