Porto Velho (RO) terça-feira, 24 de março de 2026
opsfasdfas
×
Gente de Opinião

Opinião

A Abjeção do Opróbrio


Rosildo Barcellos

Um dos momentos divinos do norte do país é quando nossos olhos chegam perto do encontro das águas. Lá a presença de Deus é evidente. Os rios Negro e Solimões não se misturam, apesar de caminharem juntos,a harmonia da natureza transcende em decorrência das diferentes temperatura e velocidade, de uma e de outra. O Rio Negro é mais quente, menos denso e mais ácido, porque ele corre em uma área de formação geológica mais antiga. Ao seu lado, Solimões com muitos sedimentoGente de Opiniãos é mais denso.E um dos assuntos que compõem, em destaque, a pauta das discussões desta semana diz respeito a um sistema de cotas obrigatórias para negros, pardos e alunos da rede pública do ensino médio no processo seletivo para as universidades públicas. É um caminho visto por alguns como a redução da exclusão e visto por outros como uma segunda forma que discriminação.Em verdade o conceito mais usado é que a suposição de que cotas para egressos de escolas públicas vá democratizar a sociedade. Penso entretanto que tal corrente está equivocada, pois a solução aponta para a melhoria da qualidade da escola pública e não a derrubada do nível de exigência da universidade.

Concurso vestibular nenhum mede a capacidade de alguém em frequentar um curso superior, restringindo-se a ser portador da definição de ingresso em função das vagas oferecidas. Isso se verifica em razão das circunstâncias especiais que o envolve, capazes de provocar o nervosismo do candidato, que afeta o desempenho dos postulantes a vaga, no momento do exame, entre diversos outros fatores de instante. Ressalto também os exemplos históricos. No Congo do século XIX, Hutus e Tutsis se misturavam e tendiam a se tornar um único povo, quando de repente o colonizador belga resolveu impor cotas em empregos e na educação. Foram concedidos documentos raciais diferentes para os dois povos, que começaram a desenvolver processos de afirmação étnica por oposição entre si.

Passou o tempo e Ruanda, que se constituía em ser um dos menores e mais pobres países do mundo, transformou-se no terceiro país africano que mais importava armas. Entre janeiro de 1993 e março de 1994, graças ao financiamento francês, o país conseguiu da China mais de 580 mil machetes a preço de liquidação. Sedimentou-se assim um dos episódios mais bárbaros da história da humanidade culminando em 1994, quando em apenas três meses mais de 800 mil pessoas foram chacinadas em sua maioria a golpes daqueles machetes adquiridos. Do processo de independência de Ruanda até o genocídio, os conflitos étnicos foram frutos da disputa política dentro do país e resultaram no produto das decisões de se diferenciar as pessoas.

Uma das funções do ensino superior é a disseminação e socialização do conhecimento, buscando a integração social, a eficiência e a soberania do nosso país. Evidentemente este assunto traz em seu bojo a complexidade que lhe é peculiar, e advogo que este assunto não se esgotará facilmente, o que, sem dúvida, trará ainda muito calor à discussão; fato que eu espero, para podermos analisar e decidir se estamos no caminho certo.

*Articulista

Gente de OpiniãoTerça-feira, 24 de março de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Intensifica a costura de acordos políticos para o governo de Rondônia

Intensifica a costura de acordos políticos para o governo de Rondônia

Começam a esboçar as pré-candidaturas ao governo de Rondônia. Por enquanto, oito políticos aparecem como possíveis concorrentes ao comando do Paláci

Quem se mete com o mundo islâmico apanha

Quem se mete com o mundo islâmico apanha

O grande erro estratégico do Ocidente e o nascimento de uma nova ordem multipolarI. O Ego como Destino: A Herança ProtestanteHá uma linha invisível

Guerra em nome do Satanás

Guerra em nome do Satanás

          Estados Unidos, Israel e Irã estão em guerra já há mais de três semanas! O primeiro é um país majoritariamente cristão, o segundo é judeu

Com medo de serem rifados da disputa eleitoral, Hildon e Moro trocaram de partidos

Com medo de serem rifados da disputa eleitoral, Hildon e Moro trocaram de partidos

O que há em comum entre o ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, e o ex-ministro da Justiça no governo de Jair Bolsonaro e atual senador pelo es

Gente de Opinião Terça-feira, 24 de março de 2026 | Porto Velho (RO)