Terça-feira, 17 de setembro de 2024 - 11h10

Nos últimos meses, o relacionamento da cantora Iza com Yuri Lima,
ex-jogador do Mirassol, esteve sob os holofotes após uma traição por parte de
Yuri ter abalado o casal. Porém, há notícias não confirmadas ainda, que o casal
decidiu reatar. As informações foram divulgadas pela colunista Fábia Oliveira.
Segundo ela, Iza teria pedido que Yuri deixasse sua carreira no futebol para
integrar a equipe de sua empresa. Apesar de terem se reunido para morar juntos,
o casal ainda não se pronunciou oficialmente sobre a reconciliação.
A reaproximação foi influenciada por familiares de ambos os lados. A
família de Yuri desempenhou um papel crucial, encorajando-o a pedir perdão à
cantora. Paralelamente, Isabel Cristina, mãe de Iza, aconselhou sua filha a
refletir profundamente sobre a situação antes de tomar uma decisão final. A
retomada do romance foi notada por um vendedor de uma loja de calçados no Rio
de Janeiro, que relatou ter visto Yuri em uma chamada de vídeo carinhosa com
Iza, o que rapidamente gerou especulações nas redes sociais e na mídia.
Para entender melhor a complexidade desse perdão e reconciliação,
conversamos com a psicóloga especializada em relacionamentos, Sheyla Aguiar.
Confira:
1. Como o contexto em que a traição ocorre pode influenciar a decisão de
perdoar?
O contexto em que a traição ocorre desempenha um papel fundamental na
decisão de perdoar, pois ele molda a percepção da gravidade do ato e as emoções
associadas a ele. Diferentes fatores contextuais, como a motivação por trás da
traição, a frequência, a natureza da infidelidade, o nível de comprometimento
na relação, e o momento de vida em que ocorre, podem influenciar a forma como a
pessoa traída interpreta o ocorrido e decide se é possível ou desejável
perdoar.
É importante perceber como a traição leva ao rompimento de
confiança. Compreender esses fatores e avaliá-los pode levar a uma
possibilidade de reconciliação e crescimento. Se a traição é vista como
resultado de problemas latentes a serem trabalhados, como a falta de diálogo,
motivação e circunstâncias para a ocorrência da traição, a natureza da mesma,
sua frequência e duração, a reação do parceiro traidor, o momento de vida e
estado da relação naquele momento, história pessoal e crenças, são contextos
que podem facilitar a escolha do perdão, pois criam uma complexa teia de
emoções, pensamentos e decisões. O perdão, então, se torna não apenas uma
resposta à traição em si, mas uma escolha profundamente influenciada pelas
circunstâncias em que a traição ocorreu e pela dinâmica do relacionamento.
2. O perdão pode ser visto como sinal de fraqueza?
Pelo contrário, o perdão pode ser considerado um ato de
coragem, porque exige enfrentar e superar a dor emocional, ao mesmo tempo em
que abre caminho para um novo começo. Ele representa um compromisso com o
crescimento pessoal e do relacionamento, transformando uma experiência negativa
em uma oportunidade de aprendizado e fortalecimento.
3. Quais problemas podem levar a uma traição, e como
abordá-los pode fortalecer a relação?
Problemas como falta de comunicação, insatisfação emocional
e desconexão, problemas financeiros, são frequentemente latentes e podem levar
à traição. Abordá-los requer uma comunicação aberta e honesta, que possa ajudar
os parceiros a compreenderem melhor as necessidades e expectativas do outro. Isso,
por sua vez, pode fortalecer a relação e evitar que os mesmos problemas surjam
novamente.
4. Em sua opinião, quais são os fatores essenciais para que
o perdão e a superação de crises possam efetivamente reconstruir uma conexão
perdida?
Os fatores essenciais incluem disposição adicional para
desejar manter a relação, crescer em maturidade e responsabilidade, compreender
que essa reconstrução pode levar tempo, e que a pessoa traída também precisa de
tempo para decidir perdoar, para que ela comece a esquecer a dor e não o fato.
É necessário compreender como a relação contribuiu de alguma maneira para que tudo aquilo tenha ocorrido, porém, isso não serve como álibi para a traição, mas apenas como constatação de que algo na relação estava deixando a desejar. Ainda podemos avaliar que existem pessoas que traem por falta de caráter, por crença ou por simples descompromisso, e nesse caso, é necessário perdoar a si próprio por ter escolhido este(a) parceiro(a).
Comunicação saudável, sem magoar e agredir, de forma leve e
com vontade de mudar e recomeçar com novas bases, é fundamental. Também é
importante que ambos se sintam seguros em expressar sentimentos e trabalhar
ativamente para restaurar a confiança.
5. Como você aconselha os casais a lidarem com o julgamento
externo quando tomarem decisões, como perdoar uma traição?
Cada casal deve focar em suas próprias necessidades e
sentimentos, em vez de se deixar influenciar por julgamentos externos. O
importante é que suas decisões reflitam o que é melhor para ambos, garantindo
que se sintam seguros e felizes com suas escolhas, independentemente das
opiniões alheias.
6. Em quais situações a traição pode ser vista como uma
oportunidade para reavaliar e fortalecer o relacionamento no futuro?
A fase de vida e o estado atual da relação também podem
moldar a decisão de perdoar e levar a um novo futuro para a relação. Uma
traição em um relacionamento já fragilizado pode ser o ponto final, enquanto em
um relacionamento forte e estável, pode ser encarada como um desafio a ser
superado em conjunto.
Além disso, se o relacionamento passou por várias dificuldades e se manteve firme, o investimento emocional já feito pode pesar a favor do perdão e fortalecimento. A traição pode ser uma oportunidade para reavaliar a relação quando ambos os parceiros desejam enfrentar os problemas latentes que levaram à crise. Essa introspecção pode ajudar a estabelecer uma base mais sólida para o futuro, com uma compreensão renovada e um compromisso em melhorar e fortalecer a conexão.

Sobre Sheyla Aguiar
• Formação: Mestre em Matrimônio e Família pela Universidade de Navarra, Espanha
• Áreas de Atuação: Psicoterapeuta de Casal e Família, Psicoterapeuta Humanista Existencialista/Fenomenológica, Logoterapeuta pela Sociedade Brasileira de Logoterapia
• Publicações: Coautora do livro "Relações de Casal, Tempo de Mudança e Práticas Terapêuticas", Editora Sol
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