Porto Velho (RO) sexta-feira, 27 de março de 2026
opsfasdfas
×
Gente de Opinião

Artigo

Nomofobia: Você tem medo de ficar longe do celular?


Nomofobia: Você tem medo de ficar longe do celular? - Gente de Opinião

Uma pesquisa recente publicada pela Digital Turbine mostra que 20% dos brasileiros não ficam mais de 30 minutos longe do celular. Esses dados servem como um sinal de alerta para o vício em aparelhos eletrônicos. Nesse contexto, vale citar também que pode virar um caso de nomofobia, uma fobia que tem crescido em todo mundo.

 

A nomofobia é uma palavra constituída pela abreviação da palavra ‘no mobile’, que significa sem celular, e fobia que é um medo irracional, exagerado. Logo, a nomofobia é o medo exagerado de ficar sem o celular ou aparelho eletrônico.

 

O nomofóbico desenvolve ansiedade quando percebe que está sem o aparelho nas mãos e isto pode evoluir para uma ansiedade generalizada. Em uma forma mais aguda, pode interferir no sono. Inclusive, há pessoas que acordam no meio da noite para verificar o aparelho, a ponto de desenvolver a “chamada fantasma”, ou seja, mesmo quando o aparelho não está fazendo nenhum som ou vibrando, o indivíduo tem essa percepção por conta da ansiedade e expectativa do aparelho sinalizar uma notificação.

 

O ideal para evitar que essa necessidade de estar mexendo no celular não vire um hábito é que se tenha um controle de acessos. Excluindo casos em que o trabalho com o celular se faz necessário, crie horários e normas para verificar o aparelho. Em casos de urgência, é voltar ao velho hábito da ligação. A mensagem entrou tanto no nosso dia a dia que as pessoas não querem mais falar ao telefone, somente mandam mensagens. Com isso, cria-se na pessoa a constante expectativa de receber uma mensagem, o que gera essa compulsão de todo o tempo verificar se recebeu algo.

 

Geralmente, os jovens são os mais atingidos, porque já nasceram em meio a essa tecnologia, então para eles é algo natural. Uma forma de prevenir seria evitar usar o aparelho no tempo ocioso. Ao perceber, busque fazer algo em que possa produzir, por exemplo, faça um curso, use esse tempo para estudar, ler, ou até mesmo fazer atividade física.

 

É importante estar atento para quando essa vontade vira um hábito e quando estar longe do celular atrapalha suas atividades cotidianas. É necessário também perceber se o aparelho está atrapalhando atividades como trabalho e estudos. Caso a resposta seja sim, é o sinal de alerta para buscar um profissional da área de saúde mental.

 

É importante fazer o nomofóbico perceber que ele precisa buscar ajuda para a dependência. Há vários sinais. Por exemplo, a pessoa não tem conversas olhando nos olhos com outros, está o tempo todo se afastando e cada vez mais vivendo entorno do celular. A nomofobia tem cura e podemos aprender a lidar com ela, fazendo uma reprogramação nesses hábitos colocando marcos e metas a serem atingidos.

 

Entender que está dependente do aparelho é fundamental para que o tratamento seja satisfatório. O mais indicado é fazer sessões de psicoterapia com um psicólogo ou terapeuta. Assim a pessoa vai entender seus sentimentos e a forma de se comportar diante da possibilidade de ficar sem o aparelho. Em casos mais extremos e que existe necessidade de medicação, busque um psiquiatra. Cuide-se: Nomofobia tem cura e é possível voltar a ter qualidade de vida e vida social após ela. 

 

*Alessandra Augusto é formada em Psicologia, Palestrante, Pós-Graduada em Terapia Sistêmica e Pós-Graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental e em Neuropsicopedagogia e voluntária no Projeto Justiceiras. É a autora do capítulo “Como um familiar ou amigo pode ajudar?” do livro “É possível sonhar. O Câncer não é maior que você.

Gente de OpiniãoSexta-feira, 27 de março de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Atualização em clínica médica em 2026: como estudar com evidências

Atualização em clínica médica em 2026: como estudar com evidências

A clínica médica continua sendo o eixo que conecta a atenção primária, a urgência e o cuidado hospitalar. Em 2026, essa centralidade fica ainda mais

A ciência da conveniência: por que a terceirização do cardápio festivo virou padrão de consumo nas metrópoles

A ciência da conveniência: por que a terceirização do cardápio festivo virou padrão de consumo nas metrópoles

A configuração das celebrações familiares e sociais nas grandes metrópoles brasileiras passou por uma reestruturação profunda. O conceito de "anfitr

Entenda a relação do luto e do planejamento funerário com a saúde mental

Entenda a relação do luto e do planejamento funerário com a saúde mental

Falar sobre luto e planejamento funerário é um desafio no Brasil. A morte permanece cercada por silêncio e desconforto, muitas vezes tratada como um

Turismo em Minas Gerais: regiões e cidades que não podem faltar no seu itinerário

Turismo em Minas Gerais: regiões e cidades que não podem faltar no seu itinerário

Minas Gerais reúne um dos roteiros mais completos do país porque combina patrimônio histórico, gastronomia reconhecida, paisagens montanhosas, turis

Gente de Opinião Sexta-feira, 27 de março de 2026 | Porto Velho (RO)