Segunda-feira, 16 de março de 2026 - 11h10

É comum candidatos aos mais diferentes cargos da República
usarem o santo nome de Deus em suas aparições públicas e nos programas de
propaganda eleitoral, na tentativa de ludibriar os eleitores desavisados e, com
isso, passarem uma imagem de cristão. Alguns aparecerem em missas e cultos, orando
em voz alta, para impressionar católicos e evangélicos. Outros se deixam
fotografar recebendo bênçãos de lideranças religiosas. Outros, ainda, têm o
atrevimento de transformar o púlpito, um lugar sagrado, destinado à pregação da
palavra do Senhor, em palanque eleitoral.
No fundo, são verdadeiros artistas, nada devendo aos atores de
novela, porém, como não se deve tomar o santo nome do Senhor em vão,
certamente, serão castigados, porque Deus não permite que fariseus usem seu
sagrado nome para lograrem objetivos eleitoreiros e mesquinhos. Garanto que só
procuram as Igrejas às vésperas e durante as eleições para mostrarem o lado
devoto e abnegado de cristãos tementes a Deus. Isso é verdadeira heresia. É
muita cara de pau. E o pior é que ainda tem pregador que embarca na canoa
furada dessa gente. A esses, recomendo que leiam, atentamente, 1
Tessalonicenses 2:3-7, que diz: “Porque a nossa exortação não foi com
engano, nem com imundícia, nem com fraudulência; mas, como fomos aprovados de
Deus para que o evangelho nos fosse confiado, assim falamos, não como para
agradar aos homens, mas a Deus, que prova os nossos corações, pois, como bem
sabeis, nunca usamos de palavras lisonjeiras, nem houve um pretexto de avareza;
Deus é testemunha; e não buscamos glória dos homens, nem de vós, nem de outros,
ainda que podíamos, como apóstolos de Cristo, ser-vos pesados; antes fomos
brandos entre vós, como a ama que cria seus filhos”.
Esses boquirrotos não perdem por esperar. Logo o relho lhes
correrá nos lombos sem piedade para aprenderem a respeitar o nome de Deus e
jamais usá-lo como cabo eleitoral. Se esse ou aquele candidato não tem ideias,
então, não fique cometendo blasfêmia, porque os eleitores conscientes estão de
olho, não é de hoje, naquele tipo de político que tenta conquistar votos, em
nome de Deus que, do alto de Sua onipotência, o julgará soberanamente.
Aprendam uma coisa: Deus não é cabo eleitoral de ninguém.
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