Segunda-feira, 27 de junho de 2022 - 17h20
VOCÊ JÁ VIU TANTA GENTE SER HOMENAGEADA em tão
pouco tempo por aqui? Pois é... Por que será? Teriam os políticos sido
contaminados por um vírus que os fez reconhecer méritos nas pessoas? Parece que
não é bem esse o caso visto que algumas das pessoas que receberam tais
homenagens, mormente títulos honoríficos, não apresentam os requisitos
necessários para a tal.
Não precisamos pensar muito para concluir que o
vírus causador dessas bondades pirotécnicas responde pelo nome e sobrenome de
“interesse pessoal”. Sim, políticos são movidos, quase sempre, por excessivos
interesses pessoais. Em períodos pré-eleitorais, principalmente, para a maioria
deles vale quase tudo para ganhar o voto do maior número de eleitores.
Um certo governador daqui, pelo que dizem as
más línguas, recebeu o epíteto de “Zé das Medalhas”, face ao número de medalhas
Mérito Rondon distribuídas no governo dele — numa única noite, mais de uma
centena —, a ponto de a solenidade de entrega
ter varado a madrugada. Os observadores de plantão mais argutos até hoje não
sabem o motivo de tanta gente ter sido laureada com essa que é a maior
condecoração que alguém pode receber nestas terras de Rondon.
Querer buscar critérios meritosos para a seleção
de todas essas pessoas, certamente é tentativa vã, perda de tempo. Os políticos
que outorgam essas condecorações visam seus próprios interesses e não aqueles —
que seriam dignos e justos — que deveriam balizar a escolha dos verdadeiros
benfeitores que existem em nossa amada Rondônia. Entre os escolhidos, é justo
que seja dito, há aqueles que, de fato, as essas homenagens, mas esses não são
a maioria (apaniguados e similares abundam).
Portanto, não há como ser contra homenagear
pessoas que contribuem, de modo fático, para o crescimento e o desenvolvimento
social de qualquer comunidade. O que se questiona é a falta de critérios
adequados para avalizar essas escolhas.
A outorga injusta de títulos honoríficos traz danos
tanto para os que são agraciados por eles como para os que não o são. Para os
que são sem merecimento, esses ficam expostos a críticas negativas e até à chacota.
Quanto aos que as recebem merecidamente, há razões para se sentirem
desprestigiados por serem comparados com gente que, sabidamente, não tem
méritos para estar ali. Quanto aos que não recebem, é possível até que se
revoltem por terem sido preteridos por nulidades.
Impõem-se que se diga, ainda, que aquelas
honrarias que recebem nomes de pessoas como, no nosso caso, notadamente as medalhas com o nome do marechal
Rondon, quando entregues a pessoas sem méritos, denotam desrespeito à
memória de quem as denomina ao tempo que as desvalorizam. No mais, o marechal
Cândido Mariano da Silva Rondon, nosso ícone maior, é um exponencial exemplo de
quem não merece ter sua imagem atingida por esse tido desrespeito.
Não nos iludamos, essas ações oportunistas farão sempre parte do repertório de políticos que não olham tão somente para o próprio umbigo porque suas globosas barrigas cheias de desejo de poder não o deixam vê-lo.
Lua de mel do prefeito Léo com a Câmara Municipal logo chegará ao fim
No começo, tudo são flores. Com o passar do tempo, elas murcham, perdem o vigor e acabam morrendo. Assim pode ser entendido o relacionamento entre o
Iniciamos o ano 2025 com as esperanças murchas porque na qualidade de cidadãos e de povos nos encontramos envolvidos num dilema político-económico q
Prefeito Léo acertou na escolha para a Controladoria Geral
Léo Moraes assumiu no dia 1º de janeiro os destinos do município de Porto Velho, em uma solenidade bastante concorrida, que aconteceu no Complexo da
Igualitarismo ou igualdade rasteira: uma ilusão que parece justa, mas não é
Imagine-se que o mundo (a sociedade) é como um campo com muitas plantas diferentes: umas altas, outras rasteiras, algumas com frutos, outras com